Sunday, November 25, 2007

RESPOSTA AO PRESIDENTE


Senhor (assim considerado) Pre-sidente Lula (da Silva). Tenho visto-o e ouvido-o (faculdades estas que lhe faltam, já que não vê, não ouve, e portanto não sabe) fazendo inúmeras inda-gações - o que não é de se estranhar. Cansado, como tantos outros milhões de brasileiros que trabalham e pagam seus impostos, resolvi lhe dar uma ajuda, abrindo espaço neste blog para lhe sugerir algumas respostas à algu-mas de suas indagações.
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O Senhor disse:
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"Eu penso que está na hora de as pessoas pensarem um pouco no país ao invés de pensarem apenas nas próximas eleições ou pensarem em marcar posições. [...] Tem o tempo para fazer o discurso, tem o tempo para marcar posição e certamente alguns senadores não estão sabendo o que o dinheiro da CPMF é causa de benefício nesse país. É importante lembrar que, este ano, 40% do orçamento do Ministério da Saúde vêm de dinheiro da CPMF."
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Eu respondo:
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Quando o Senhor liderou a campanha contra a CPMF, no governo FHC, o Senhor pensava no país. Quando o Senhor liderou a cam-panha contra o Plano Real, o Senhor pensava no país. Quando o Senhor liderou a campanha contra a reforma da Previdência, segundo o Senhor, também pensava no país. Quando o Senhor liderou a campanha contra as privatizações, o Senhor dizia estar pensando no país. Quando o Senhor liderou a campanha contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, levando o PT a recorrer ao STF, o Senhor pensava no país. E agora, o Senhor pensa em que? Ou em quem? Aliás, o Senhor pensa?
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O Senhor disse:
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"Eu quero saber quem vai explicar para os prefeitos do Bra-sil, para os governadores do Brasil e para os pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) a hora que não tiver o dinheiro para fazer essa quantidade de aten-dimento".
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Eu respondo:
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A oposição poderia explicar à população que parte do dinheiro da Saúde está sendo gasta na inútil TV pública. A oposição poderia explicar à população que parte do dinheiro da Saúde está sendo consumida no aumento com o gasto do funcionalismo pagar a companheirada. A oposição poderia explicar à população que o dinheiro para a Saúde existe e foi fornecido pelo brutal aumento da arrecadação de impostos. Aliás, penso eu que o dinheiro foi empregado em tudo, mesnos na Saúde, onde vimos há um mês, um médico no Rio de Janeiro, tendo que salvar uma vida se utilizando de uma furadeira durante procedimento cirúrgico, por falta de e-quipamento no hospital; como vimos, em um outro hospital público, também no Rio de Jnaneiro, pacientes vítimas de fraturas sendo porcamente imobilizados com papelão e fita crepe , também por falta de material para curativos. Se um hospital público não tem material para curativo... sem comentários.
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O Senhor disse:
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"De vez em quando eu vejo o discurso de alguns senadores dizendo que ao não aprovar a CPMF vão criar problema para o governo. Não vão criar problema para o governo, vão criar problema para a sociedade brasileira."
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Eu respondo:
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Claro, claro. Ou a oposição faz o que o Senhor quer, ou ela está contra a sociedade. O que o Senhor não diz é que, na ponta do lápis, o governo tem o número de senadores de que precisa para aprovar a CPMF. Há uma falha lógica em seu raciocínio, que é muito típica (aliás, o Senhor sabe o que é RACIOCÍNIO?). Se o Senhor não consegue unir os partidos com os quais divide o butim, por que cabe à oposição aprovar o projeto do governo? Parece que o Senhor ataca as oposições porque elas se negam, na hora de carregar o piano, a se comportar como ienas, principalmente as "Da Silva".
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Até a próxima, Senhor Presidente.
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Tuesday, November 20, 2007

FALTA DE IMAGINAÇÃO, OU...

A crise do gás, a estabilidade triste e a falta de imaginação.
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No dia 5 de novembro de 2006, o economista José Roberto Mendonça de Barros fez referência ao que falara ao Estadão:
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"O Brasil enfrentará nos próximos anos, um sério problema de energia. Hoje, 100% dos analistas privados vêem novo problema de energia já em 2009. Há quatro anos não é iniciada no País nenhuma hidrelétrica de porte. A restrição de energia no horizonte leva os empresários a ter dúvidas na hora de investir. Um apagão ou um forte aumento da energia é a mesma coisa. Eu não tenho dúvida de que o preço vai subir. Chamo a atenção também para os crescentes investimentos de brasileiros no exterior, que, na minha avaliação, estão sendo estimulados pela sobrevalorização do real e por condições microeconômicas desfavoráveis no Brasil."
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E, daquele dia a esta data, já faz um ano, os especialistas são unânimes em afirmar, nada mudou. Vejam aí: o ritmo um pouco mais acelerado do crescimento econômico — e estamos falando de modestos 5% (modestos na comparação com os pares emergentes), não de 8% ou 9% — acenou com um risco, ainda que não iminente, de desabastecimento. A Petrobras foi obrigada a fazer uma escolha: cortou o gás dos consumidores para poder abastecer as termelétricas. Como sempre acontece nesse caso, a Justiça foi acionada, a empresa vai recorrer... Observem: a coisa já deixou o território da economia.Acho que isso seria menos grave se tivéssemos um governo menos falastrão — e, sei, os petralhas virão em coro: “E o apagão de 2001?”.
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Sim, houve o apagão de 2001, e o governo FHC pagou por ele nas urnas, não é? O fato é que Lula tem uma conjuntura externa formidável, maioria folgada no Congresso, popularidade alta e uma estabilidade meio marreta, mas tem. O que impede o governo de fazer deslanchar os investimentos no setor de energia? A competência. Seria menos grave se o governo fosse menos falastrão. Por quê? Porque seria menos autoconfiante e ouviria um pouco mais. Se vocês se lembram, o eixo do PAC — refiro-me aquele grandão, o PACão, pai, dos “paquitos” — era justamente o investimento em energia. Daquela data até agora, perguntem quantos passos foram dados: nenhum! Entre os especialistas, é consenso: no ritmo em que cresce a oferta de energia, o país estará proibido de continuar a crescer 5% — o que não dizer de um crescimento maior?... A Petrobras pode dar o nome que quiser ao que fez, e será sempre um apelido: está racionando gás, sim. E raciona porque as termelétricas vão socorrer as hidrelétricas em razão da pouca água nos reservatórios. Estamos, de novo, como os macaquinhos imprudentes. A diferença é que eles torciam para não chover, já que não haviam feito suas casas. E nós vamos ter de torcer para chover.
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Numa reportagem na Folha de hoje, lê-se: “Problemas na Argentina, na Bolívia e um redimensionamento da capacidade de geração de energia em térmicas de gás natural no Brasil fizeram com que a oferta de energia firme -ou seja, com a qual se pode contar- prevista para 2008 fosse reduzida de 57 mil MW médios para 50,9 mil MW médios. ‘Devido a problemas no gás natural, num intervalo de dois anos [2005 a 2007] a oferta firme de geração do Brasil foi reduzida em 12%. Poucos países resistiriam a isso’”. A observação é de Cláudio Sales, presidente do Instituto Acende Brasil, que representa investidores privados em energia. A auto-suficiência prepotente do governo não é auto-suficência energética, não é? No dia 3 de dezembro do ano passado, informava uma reportagem de Renée Pereira, no Estadão: "Os planos do presidente Lula de elevar o crescimento do País para níveis superiores a 5% ao ano a partir de 2007 podem ir por água abaixo se ele não conseguir deslanchar os investimentos na área de energia".
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Coincidentemente, a iminência de uma nova crise elétrica ocorre no segundo mandato de Lula, a exemplo do que ocorreu em 2001, na administração de Fernando Henrique Cardoso. Até agora, segundo especialistas, o que tem jogado a favor da oferta de energia no País é o tímido avanço da economia, abaixo de 3% ao ano. Se o País começar a crescer acima de 5% ao ano, o setor elétrico não deve suportar muito tempo. De acordo com dados da Gásenergy, os riscos de déficit estarão acima dos 5% tolerados a partir do ano que vem, em algumas regiões do País. “Como consumidor, estou preocupado com a situação. Se crescermos 4% ou 5%, o apagão chega mais perto”, enfatiza Mario Cilento, presidente da Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia (Abrace), cujas associados representam 25% do PIB brasileiro. Na avaliação de Gorete Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), além da falta de gás para abastecer as térmicas, há outras questões que aumentam o risco de déficit do País. Um deles é exatamente o argumento do governo de que as distribuidoras estão 100% contratadas até 2010. Maiores esclarecimentos, com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), braço operativo do governo, especialista na área, ex-ministra do setor. Até agora, de suas ações, não saiu um miserável quilowatt a mais de energia. Mas ela já é considerada peça central da sucessão em 2010 em razão de suas virtudes visionárias.
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Ah, sim: ainda bem que o governo Lula, embora se descuide do setor energético, toca todo o resto com competência e presteza: reforma tributária, reforma trabalhista, reforma do Judiciário... Observem: fora do equilíbrio macroeconômico, um conservadorismo meio tristinho, não há nada. Assim, não chega a ser surpreendente que o país apareça em 72º lugar num ranking de competitividade elaborado pelo Fórum Econômico Mundial que inclui 131 países. Caiu seis posições. Os motivos? Burocracia, ineficiência dos gastos públicos, carga tributária excessiva e juros elevados. Há dados muito interessantes. Quando os 11 mil executivos que votaram foram convidados a avaliar a sofisticação empresarial, o Brasil ficou em 39º lugar. Nada formidável, mas no primeiro terço do grupo. Já quando opinaram sobre a eficiência dos gastos públicos, ficamos a quatro posições do último lugar: no 127º. E tem mais: conforme se lê na Folha de hoje, “a qualidade da educação primária está em 120º — há somente 11 países mais deficientes nesse quesito —, e o sistema legal complexo e ineficiente garantiu o 105º posto neste indicador.”
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É isso aí. É preciso muito mais do que a “estabilidade” que aí está. Ela já chegou a significar alguma “ousadia” do PT. Hoje, é pura falta de imaginação. Entenda-se por “imaginação” não a feitiçaria econômica, mas a procura de caminhos políticos para fazer as reformas. Não! Elas não serão feitas. Porque, para fazê-las, é preciso, sim, ter um projeto.
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Sunday, November 18, 2007

BRASIL - COM A CARA DO SEU GOVERNANTE


NUNCA ANTES NESTE PAÍS
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Era fatal! Aconteceu! O apedeutismo deixou seu rastro.Vejam esta nota que está na Folha de S. Paulo da última quarta, com a foto (acima) de Alan Marques:
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Um único carimbo fabricado com pouco zelo em relação à língua portuguesa fez com que milhares de documentos oficiais da Câmara e do Senado trouxessem um "Congreço Nacional" estampado nos cantos inferiores de suas páginas.O tropeço vocabular está grafado em documentos como medidas provisórias enviadas pelo Executivo. O carimbo, fabricado em meados de agosto, está em documentos com datas até até cerca de três semanas atrás, quando finalmente alguém (que com certeza não era do PT) descobriu o erro . Segundo a Secretaria Geral do Senado, um funcionário da Secretaria de Coordenação do Congresso - que não teve o nome divulgado - encomendou por conta própria o carimbo, já que o que usava estaria desgastado. Ainda segundo a secretaria, funcionários do Senado passaram desde então a anular manualmente o "Congreço" e a carimbar (ou melhor, escrever) "Congresso Nacional" ao lado.
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Dispensa qualquer comentário! Não é mesmo?
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Saturday, November 3, 2007

ESQUERDOPATA, ESQUERDOCÍNICO, ESQUERDIOTA OU OS TRÊS?


O ministro da Educação, Fernando Haddad, participou, nesta terça, de uma solenidade no Ministério da Saúde. Na saída, indagado por nós, repórteres, sobre a manipulação ideológica dos livros didáticos, que vem sendo apontada pelo jornalista Ali Kamel (ver post abaixo), respondeu:
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“Não é uma opinião generalizada. O programa livro didático é muito elogiado; tem sido aperfeiçoado ao longo dos anos, e nós temos que respeitar a pluralidade de opiniões, né?”
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E emendou:
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“O MEC não professa ideologias. O MEC é guardião da liberdade e vai continuar sendo guardião da liberdade...”
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E achou que sua contribuição ao equívoco ainda era pequena, daí ter optado pelo complemento:
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“O Ministério da Educação só compra livros que são escolhidos pelos professores. Então, tem três soluções: manter a liberdade, censurar os livros ou trocar os professores. Eu fico com a primeira.”
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Há várias coisas somadas aí. A menos grave, acreditem, é a apologia da ignorância em nome da pluralidade e da democracia. Leiam o texto de Kamel. Além da empulhação ideológica, há também o erro estúpido. O ministro que tem “Haddad” no sobrenome acredita ser mera questão de liberdade de opinião afirmar, por exemplo, que a Arábia Saudita é um país xiita ou que os xiitas são mais “radicais” do que, por exemplo, os sunitas da Al Qaeda.
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Mas vamos à questão que é mais grave. A estupidez esquerdopata, esquerdocínica e esquerdiota afirma que democracia se resume à vontade da maioria — vale a “democracia hitlerista”, por exemplo; ou “democracia mussolínica”; ou, por que não?, chavista? Vejam lá: porque os professores escolheram (falarei já desse método), para ele, parece bem. Pergunta simples e direta? E se escolherem um livro fascista? Pode? Ou, sob certas circunstâncias, a “vontade da maioria” seria coibida em nome de outro valor, e o nosso homem não veria mal nenhum em “censurar" os professores? Aliás, não precisaria muito: um livro didático que apontasse o petismo não como a solução dos problemas — como faz aquele analisado por Kamel —, mas como um criador de casos teria alguma chance de ser adotado?
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Democracia supõe instituições duradouras e um estado que, ao menos, se esforce para ser neutro. É próprio do regime que seja vincado por este ou por aquele partido que está no poder, já que se distinguem as políticas públicas. Mas esse vinco há de ser de superfície. Não se concebe que, em nome da vontade da maioria, se possa ensinar uma mentira. Leiam isto: “Em 1º de janeiro de 2003, o governo federal apresentou o programa Fome Zero. Segundo dados do IBGE, 54 milhões de brasileiros vivem em estado de pobreza. Em nenhum país do planeta existem tantos pobres vivendo entre pessoas tão ricas”. Não temos aí uma mera questão de opinião. Temos uma fraude.
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Ou ainda: “Por que, apesar de tantos avanços tecnológicos, pessoas continuam morrendo de fome? É possível mudar essa situação? Os revolucionários russos de 1917 acreditavam que sim. Seguros de que o capitalismo era o responsável pela pobreza, eles fizeram a primeira revolução socialista da história. Depois disso, o mundo nunca mais seria o mesmo. Hoje, passado quase um século, o capitalismo retornou à Rússia, e a União Soviética, que nasceu da Revolução Russa de 1917, não existe mais. Valeu a pena? É difícil responder. Mas como dizia um membro daquela geração de revolucionários, é preciso acreditar nos sonhos.” Viram só? Os revolucionários socialista eram, assim, uma espécie de antecipação de Betinho, eventualmente um pouco mais sanguinários. Nota: as duas maiores fomes da história foram impostas ao “povo” por revolucionários socialistas: por Stálin, com a coletivização forçada da agricultura, e por Mao Tse-Tung, com seu “Grande Salto Para a Frente”. A afirmação, pois, é uma picaretagem, uma falsificação histórica, uma mistificação ideológica.
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Mas Haddad, o “democrata, acredita que é preciso ficar atento à opinião do que ele pretende seja uma maioria. E acusar de censor quem aponta a fraude. Não é por acaso que, nas universidades federais que estão sob o seu comando, a mistificação também corra solta. Já demonstrei aqui o que andam fazendo com os vestibulares nessas instituições. Trata-se de testes ideológicos. Já disse: sou eu só aqui, de bermuda e chinelo. Já passou da hora de o jornalismo investigar como é feita a seleção desses livros:
- quem os envia aos professores?;
- Há uma pré-seleção?;
- as editoras fazem seu lobby nas escolas e aguardam a resposta dos professores?;
- quem é o encarregado, no ministério, de ouvir os professores?;
- participa quem quer?
- quando e em quais casos um livro pode ser retirado do programa?
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Questão de fundo - Sim, é preciso voltar às teorias do pai do totalitarismo perfeito, Antonio Gramsci, aquele segundo quem as verdades do “partido” deveriam se consolidar como um “imperativo categórico”, um “laicismo moderno”. Isso está em curso. Os professores saem da universidade com os miolos entupidos de submarxismo — no caso das lojinhas disfarçadas de faculdade, sustentadas pelo ProUni, nem isso — e depois vão escolher livros, comprados pelo estado, que serão distribuídos aos estudantes. Os professores-autores, por sua vez, repetem as mesmas falsidades que lhes foram sopradas aos ouvidos no curso de graduação. E o ciclo se fecha. E depois nos espantamos todos que a escola brasileira seja tão ruim.
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Haddad, à diferença do que diz, não está “mantendo a liberdade”. Está é estimulando a indústria da ignorância e da mistificação ideológica. Compreendo: ele é parte disso e só por isso é ministro da Educação. É um dos esbirros de um projeto de poder. A pluralidade em nome da qual ele fala é discurso único: de esquerda.
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PS: Um leitor me manda um questionamento: “Ué? Mas existe livro que não esteja contaminado?” Ele faz a pergunta e sugere, em seguida, que há certo exagero na crítica. Eu tendo a responder assim: é bem possível que inexista um livro imune à empulhação. Mas isso só aumenta o tamanho do problema.
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Mistificação 1 – O petismo chega ao livro didático. Agora sem disfarce - Ali Kamel não desistiu dos livros didáticos. Ainda bem. No Globo de hoje, escreve outro artigo a respeito. No jornal impresso, está a versão mais enxuta do texto. No eletrônico, a mais detalhada, que é a que reproduzo abaixo. Dispenso-me de me alongar no comentário introdutório. O que ele expõe é eloqüente o bastante. E as simpatias e hostilidades despertadas pelo primeiro artigo depõem escandalosamente a seu favor. Como vocês verão abaixo, o leitura petista da história, agora sem subterfúgios e recursos oblíquos, chegou ao livro didático. Acompanhem: Livro didático e propaganda política.
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Ainda os livros didáticos, um problema mais grave do que eu imaginava. Para 2008, o MEC me informa que já comprou mais de um milhão de exemplares do livro de história “Projeto Araribá, História, Ensino Fundamental, 8” , a ser distribuído na rede pública a partir de janeiro. Para ser exato, 1.185.670 exemplares a um custo de R$ 5.631.932,50. É agora o campeão de vendas. Sem dúvida, o livro tem mais compostura que o “Nova História Crítica”, que analisei aqui há 15 dias, mas, em essência, apresenta os mesmos defeitos e um novo, gravíssimo: faz propaganda político- eleitoral do PT. Na unidade 3, “A primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa”, o livro diz o seguinte, logo na abertura, sob o título “Um sonho que mudou a história”: “Em 1 de janeiro de 2003, o governo federal apresentou o programa Fome Zero. Segundo dados do IBGE, 54 milhões de brasileiros vivem em estado de pobreza. Em nenhum país do planeta existem tantos pobres vivendo entre pessoas tão ricas . No mundo, segundo o relatório do Banco Mundial, 1,2 bilhão de pessoas vivem com uma renda inferior a 1 dólar por dia, cifra que deve chegar a 1,9 bilhão em 2015. Por que, apesar de tantos avanços tecnológicos, pessoas continuam morrendo de fome? É possível mudar essa situação? Os revolucionários russos de 1917 acreditavam que sim. Seguros de que o capitalismo era o responsável pela pobreza, eles fizeram a primeira revolução socialista da história. Depois disso, o mundo nunca mais seria o mesmo. Hoje, passado quase um século, o capitalismo retornou à Rússia, e a União Soviética, que nasceu da Revolução Russa de 1917, não existe mais. Valeu a pena? É difícil responder. Mas como dizia um membro daquela geração de revolucionários, é preciso acreditar nos sonhos.”
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Entenderam a sutileza? Os alunos são levados a acreditar que não há país no mundo com mais pobres do que o nosso (os autores esqueceram-se da Índia, para citar apenas um?). E que o Fome Zero seria o sonho de 1917 revivido.
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O livro prossegue com pequenos tópicos sobre os principais acontecimentos mundiais, a revolução russa e seus antecedentes: grande pobreza no campo, extrema exploração dos operários. Vitoriosos os revolucionários, seus primeiros feitos são assim descritos: “Estradas de ferro e bancos foram nacionalizados, as terras foram divididas e distribuídas entre os camponeses e a produção nas indústrias passou a ser controlada pelos operários. As medidas revolucionárias do novo governo feriram os interesses da burguesia e das grandes empresas que atuavam no país.” Segue-se um breve resumo da guerra civil — a burguesia e a aristocracia, apoiados pelos EUA e Grã-Bretanha, contra os revolucionários liderados por Lênin e Trotsky — e um pequeno verbete intitulado “A ditadura de Stálin”. Nele, lê-se que a URSS foi governada de 1924 a 1953 por Stálin, como um ditador. “As liberdades individuais foram suprimidas e os adversários do regime , inclusive os líderes da revolução, acabaram presos ou assassinados pelo regime.” Parece honesto, mas não é: omitir os detalhes da monstruosa ditadura de Stálin, que levou milhões à morte, é esconder dos alunos o mal que o socialismo real provocou. Especialmente porque os autores não se esqueceram de destacar o “bem” que Stálin proporcionou: “O Estado promoveu o desenvolvimento da indústria de base, como energia elétrica e metalurgia, investiu em educação e na qualificação de mão de obra e formou cooperativas agrícolas (...) para ampliar a produção no campo.”
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Bonito, não? No fim do capítulo, nas atividades propostas aos alunos, fica estabelecida a distinção entre capitalismo e socialismo: “Os anos 1920, nos EUA, caracterizaram-se por consolidar a sociedade de consumo. Numa cultura de consumo, grande parte do tempo e das energias humanas está voltado (sic) para a aquisição de bens materiais. Sob a orientação do seu professor, debatam os seguintes aspectos: a) dados que comprovam o caráter consumista da sociedade atual; b) os efeitos negativos da cultura do consumo para o indivíduo e a sociedade."
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A orientação socialista do livro fica patente em muitas passagens. Veja por exemplo como os autores definem o Welfare State europeu: “Apesar de ter sido elaborado, no contexto da Guerra Fria, para afastar a ameaça representada pelo prestígio que o socialismo despertava no Ocidente, o Welfare State serviu, também, para concretizar antigas reivindicações do movimento sindical (...).” O livro se apressa a dizer que o Welfare State durou pouco, graças à crise do petróleo de 1973 (sic): “Nos anos 1980, os governos de Margareth Thatcher, na Inglaterra (sic), e de Ronald Reagan, nos EUA, adotaram o modelo econômico de livre mercado, tornando nula (sic) a intervenção do Estado na economia (...)." Os alunos devem achar que viver naqueles dois países é um horror. Sou Historiador e sei a gravidade de tudo isso.
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E Mao? Este parece ser um fetiche dos autores de livros didáticos. O livro conta que Mao derrotou o capitalismo na China e relata dois episódios, sem referência aos milhões de mortos que os dois eventos provocaram. “Em 1958, a fim de aumentar a produção, foram criadas cooperativas rurais e novas indústrias também. Essas iniciativas econômicas foram conhecidas como o ‘Grande salto para a frente’. Preocupado com a influência de valores ocidentais na China, Mao iniciou a Revolução Cultural, uma campanha oficial marcada por intensa doutrinação e repressão.” E mais não se diz.
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Deixando de lado a História Universal, o que mais espanta no livro é a sua novidade: a propaganda político-eleitoral. Depois de relatar o sucesso do Plano Real no Governo Itamar, o livro explica assim a vitória de FH sobre Lula nas eleições de 1994: “Uma habilidosa propaganda política transformou o candidato do governo, Fernando Henrique, no pai do Plano Real.” Sobre os resultados do primeiro governo FH, o livro contraria tudo o que os especialistas dizem sobre os efeitos imediatos do Plano Real: “A inflação foi controlada, mas a um preço muito elevado. O desemprego cresceu, principalmente na indústria, elevando a miséria, a concentração de renda e a violência no país.” Herança maldita é pouco.
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Depois de contar como o governo foi obrigado a desvalorizar o real, o livro diz que o segundo mandato de FH trouxe duas conquistas no campo social, como ampliar as matrículas no ensino fundamental e reduzir a mortalidade infantil. Mas o capítulo termina assim: “O PT chegou ao poder com a responsabilidade de vencer um enorme desafio: manter a inflação sob controle e combater a desigualdade social no Brasil, onde 54 milhões de pessoas vivem em situação de pobreza.” Como os autores disseram no início, o sonho não acabou.
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O livro termina com oito páginas sobre a fome no mundo e no Brasil. Há afirmações assim: “Há mais pessoas desnutridas na Nigéria, um país de 120 milhões de habitantes, do que na China, onde vive mais de 1,2 bilhão de pessoas.” A China é socialista, certo? As causas da fome, apontadas pelo livro, são as dificuldades de acesso à terra, o aumento do desemprego e a divisão desigual da renda. Depois de repetir que “o nosso país tem fome” o livro “esclarece”: “O combate à fome é o principal objetivo do governo Lula, que tomou posse em janeiro de 2003. Para isso, o governo lançou o Programa Fome Zero. A implantação do programa tem como referência o Projeto Fome Zero _ uma proposta de política de segurança alimentar para o Brasil, um documento que reúne propostas elaboradas pelo Partido dos Trabalhadores em 2001. Leia agora parte desse documento.”
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E as crianças são expostas a 52 linhas do documento de propaganda partidária elaborado em 2001 pelo Instituto da Cidadania, do PT. E a nenhum outro. O Fome Zero, que não conseguiu sair do papel, vira História. Tudo isso distribuído gratuitamente pelo governo federal a mais de um milhão de alunos. Isso é possível? Isso é republicano?
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Não acredito que o (assim denominado) presidente Lula (da Silva) aceite que propaganda política de um único partido seja distribuída com o uso de dinheiro público como se fosse aula de história. Não acho também que o MEC concorde com isso. Fica aqui o alerta.
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Três detalhes - O livro, deliberadamente, confunde pobreza com fome. A OMS admite até 5% de pessoas magras em qualquer população (os geneticamente magros e não os emagrecidos pela falta de alimento). O Brasil tem 4% de magros e, em pouquíssimas áreas, esse percentual chega a 7%; a Índia tem 50%. A fome no nosso país é, portanto, um fenômeno localizado, na casa das centenas de milhares de pessoas, nunca na casa dos milhões.
O livro, que se bate contra a globalização e o neo-liberalismo, foi impresso na China. Usando uma linguagem que poderia ser a dos autores, “roubando empregos brasileiros.”
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E, por último, para que o leitor tenha certeza da péssima qualidade do projeto, sugiro uma visita à página 83 do livro de geografia para oitava série, da mesma coleção (1.087.059 exemplares ao custo de R$ 4.859.153,73). Lá, num texto sobre o Islã, está escrito que a corrente sunita é a mais moderada e que “a xiita ou fundamentalismo islâmico é a mais radical”. Sim, eles acham que o xiismo e o fundamentalismo são sinônimos. Sim, eles ignoram que a Al-Qaeda, a manisfestação mais brutal do fundamentalismo, é sunita. No mesmo texto, está escrito também que a Arábia Saudita, o berço do sunismo radical, é ... xiita.
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Pobres de nossas crianças.
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Friday, November 2, 2007

É PENTA!!! É PENTA!!! É PENTA!!! É PENTA!!!


O São Paulo trouxe 70 mil torcedores no Morumbi batendo o recorde de público no Brasileirão.

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Não tem muito o que escrever e falar. A conquista do título de campeão brasi-leiro pelo São Paulo era iminente há rodadas e poderia ter vindo antes, mas para a alegria dos torcedores foi garantida no Estádio do Morumbi. Um resultado mais que justo, São Paulo venceu o América de 3 x 0 e festejou o pentacampeonato nacional - gols de Hernanes, Miranda e Dagoberto, três jóias do título de cinco estrelas. O Tricolor Paulista repetiu a façanha do ano passado, com quatro rodadas do fim do campeonato. Segundo Juca Kiruri "nada, rigorosamente nada obscurece a conquista tricolor".
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Se a competição terminasse agora, o time tricolor só não levaria vantagem nos gols marcados (51, com o melhor ataque sendo o Cruzeiro, 67, no momento deste post). Tem mais pontos (73), mais vitórias (22), menos derrotas (apenas 5), menos gols sofridos (13 - menos de meio gol por jogo )e o melhor saldo de gols (38), com a defesa menos vazada, além de já contar com o terceiro melhor ataque do Brasileirão. Alguns questionam que faltou mesmo um artiheiro. Mas, são tantos jogadores que marcaram gols, que isso não importou em nada no resultado final. Aloísio, Dagoberto, Borges, Leandro e Rogério Ceni, entre outros, balançaram a rede.
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Se alguém quiser colocar defeito na façanha são pauli-na que coloque. Estarão apenas passando atestado de mau perdedor, sem nenhum espírito esportivo.
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Tuesday, October 23, 2007

CPMF - MAIS NOVO RECURSO PARA CORRUPÇÃO



Porque estou dizendo isso?
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Muito simples. Eu poderia fazer uma análise científica a respeito dessa tal CPMF, e convenceria qualquer um de que é pura ilusão e que não passa de mais um recurso para corruptos se enriquecerem mais e mais, afinal, são quase R$45.000.000.000,00 por ano! Mas vou me ater a um simples fato e INÉDITO na medicina brasileira - inédito, mas com certeza não foi a primeira vez que aconteceu, e com certeza não será a última.
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Notícia publicada hoje no O Globo, traz com exclusividade (e com fotos) a notícia de que médico de um hospital público de Niteroi conseguiu salvar a vida de um motoboy com traumatismo craniano através do uso de uma (pasmem) furadeira elétrica! Sim, essas que usamos em casa. A cirurgia consistia em uma pequena abertura na caixa craniana do rapaz, mas, por falta de material específico para a cirurgia, a única saída foi usar uma furadeira elétrica.
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O Globo publicou a foto do médico (ainda com a furadeira na mão) e de sua equipe. O rapaz sobreviveu. Mas a saúde pública está cada vez mais morta. Então eu pergunto: pra onde estão indo os quase R$ 45.000.000.000,00 que nós, brasileiros pagamos mesmo contra nossa vontade? Será que com toda essa grana, o Ministro da Saúde não conseguiu comprar material cirúgico necessário para esse hospital de Niteroi?
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Lula (da Silva), aquele que gosta de brincar de ser presidente, e que acha que ser presidente é viajar (para o exterior), ainda teve a coragem de se referir aos membros do Partido dos Democrátas como "demos". Que nível! Que linguagem apropriada para o Presidente de uma uma nação!
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Continuo defendendo meu voto CONTRA A CMPF. Lula não corta gastos, pelo contrário, aumenta-os. Ongs são paraisos fiscais, e ainda querem prolongar a CPMF? Querem encher mais as cuecas e malas? Por favor, respeito é bom e todos nós, cidadãos brasileiros, gostamos.
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A escassez de recursos nos hospitais públicos do Rio transformou os improvisos em perigosa rotina nas emergências. Depois da denúncia do uso de furadeiras em neurocirurgias , agora na falta de colares cervicais e talas, médicos utilizam papelão e ataduras para imobilizar pacientes com fraturas e lesões na coluna (ver foto acima). Doentes com traumatismo craniano também são internados em cadeiras e até mesmo em macas para cadáveres em hospitais do Rio e de Nova Iguaçu. A exemplo do que já foi feito pelo Ministério Público, a Defensoria Pública da União também entrou com ação na Justiça pedindo o reaparelhamento de unidades municipais e federais do Rio.
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Observação: só não coloquei a foto aqui porque ainda não consegui fazer o download, mas aguardem. Estou também agendando uma entrevista com o médico cirurgião que realizou a milagrosa cirurgia.
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Monday, October 8, 2007

ADRIANA VANDONI CURVO

SIMPLESMENTE CORAJOSA
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Adriana Vandoni Curvo é Professora de Economia, Consultora, especialista em Administração Pública pela FGV/RJ.
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Esse relato e desabafo se deu em uma de suas aulas:
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"Não sei se é desespero ou ignorância. Pode ser pelo convívio com as más companhias, mas eu, com todo o respeito que a "Instituição" Presidente da República merece, digo ao senhor Luis Inácio que vá se foder. Quem é ele para dizer, pela segunda vez, que tem mais moral e ética "que qualquer um aqui neste país"? Tomou algumas doses a mais do que o habitual, presidente?
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Esta semana eu conheci Seu Genésio, funcionário de um órgão público que tem infinitamente mais moral que o senhor, Luis Inácio. Assim como o senhor, Seu Genésio é de origem humilde, só estudou o primeiro grau e sua esposa foi babá. Uma biografia muito parecida com a sua, com uma diferença, a integridade. Ao terminar um trabalho que lhe encomendei, perguntei a ele quanto eu o devia. Ele olhou nos meus olhos e disse:
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- Olha doutora, esse é o meu trabalho. Eu ganho para fazer isso. Se eu cobrar alguma coisa da senhora eu vou estar subornando. Vou sentir como se estivesse recebendo o mensalão.
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Está vendo senhor presidente, isso é integridade, moral, ética, princípios coesos. Não admito que o senhor desmereça o povo humilde e trabalhador com seu discurso ébrio. Seu Genésio, com a mesma dificuldade da maioria do povo brasileiro, criou seus filhos. E aposto que ele acharia estranho se um dos quatro passassem a ostentar um patrimônio exorbitante, porque apesar tê-los feito estudar, ele tem consciência das dificuldades de se vencer. No entanto, Lula, seu filho recebeu mais de US$ 2.000.000,00 (dois milhões de dólares) de uma empresa de telefonia, a Telemar. E isso, apenas por ser seu filho, presidente! Apenas por isso e o senhor achou normal. Não é corrupção passiva? Isso é corrupção Luis Inácio! Não é ético nem moral! É imoral!

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E o senhor acha isso normal? Presidente, sempre procurei criar os meus filhos dentro dos mesmos princípios éticos e morais com que fui criada. Sempre procurei passar para eles o sentido de cidadania e de respeito aos outros. Não posso admitir que o senhor, que deveria ser o exemplo de tudo isso por ser o representante máximo do Brasil, venha deturpar a educação que dou a eles. Como posso olhar nos olhos dos meus filhos e garantir que o trabalho compensa, que a vida íntegra é o caminho certo, cobrar o respeito às instituições, quando o Presidente da República está se embriagando da corrupção do seu governo e acha isso normal, ético e moral? Desafio o senhor a provar que tem mais moral e ética que eu!

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Quem sabe "vossa excelência" tenha perdido a noção do que seja ética e moralidade ao conviver com indivíduos inescrupulosos, como o gangster José Dirceu (seu ex-capitão), e outros companheiros de partido, não menos gangsteres, como Delúbio, Sílvio Pereira, Genoíno, entre outros. Lula, eu acredito que o senhor não saiba nem o que seja honestidade, uma prova disso foi o episódio da carteira achada no aeroporto de Brasília. Alguém se lembra? Era início de 2004, Waldomiro Diniz estava em todas as manchetes de jornal quando Francisco Basílio Cavalcante, um faxineiro do aeroporto de Brasília, encontrou uma carteira contendo US$ 10 mil e devolveu ao dono, um turista suíço. Basílio foi recebido por esse senhor aí, que se tornou presidente da república. Na ocasião, Lula disse em rede nacional, que se
alguém achasse uma carteira com dinheiro e ficasse com ela, não seria ato de desonestidade, afinal de contas, o dinheiro não tinha dono. Essa é a máxima de Lula: achado não é roubado. O turista suíço quis recompensar o Seu Basílio lhe pagando uma dívida de energia elétrica de míseros 28 reais, mas as regras da Infraero, onde ele trabalha, não permitem que funcionários recebam presentes. E olha que a recompensa não chegava nem perto do valor da Land Rover que seu amigo ganhou de um outro "amigo".
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Basílio e Genésio são a cara do povo brasileiro. A cara que Lula tentou forjar que era possuidor, mas não é. Na verdade Lula tinha essa máscara, mas ela caiu. Não podemos suportar ver essa farsa de homem tripudiar em cima na pureza do nosso povo. Lula não é a cara do brasileiro honesto, trabalhador e sofrido que representa a maioria. Um homem que para levar vantagem aceita se aliar a qualquer um e é benevolente com os que cometem crimes para benefício dele ou de seu grupo e ainda acha tudo normal! Tenha paciência! "Fernandinho Beira-Mar", guardando as devidas proporções, também acha seus crimes normais.
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Desculpe-me, 'presidente', mas suas lágrimas apenas maculam a honestidade e integridade do povo brasileiro, um povo sofrido que vem sendo enganado, espoliado, achacado e roubado há anos. E é por esse povo que eu me permito dizer:
Presidente, vá se foder!"
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Adriana Vandoni Curvo
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Blog: http://argumento.bigblogger.com.br/

Sunday, September 30, 2007

ONGs - O NOVO PARAISO FISCAL

O CAIXA 2 DA TURMA DA IDELI
Entidade fundada por petistas e ligada à líder do PT no Senado é suspeita de desviar dinheiro público.

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O Senado vai instalar nesta se-mana uma CPI para investigar entidades e organizações não-governamentais suspeitas de desviar recursos públicos. So-mente nos últimos oito anos, o governo destinou 33 bilhões de reais às chamadas ONGs por meio de convênios e e-mendas parlamentares. Seria uma forma ágil e eficiente de fazer chegar às comunidades mais carentes os programas sociais. Sem fiscalização adequada, muitas dessas or-ganizações se transformaram em máquinas de fraudes que enri-quecem seus dirigentes e financiam campanhas políticas regionais. Em Santa Catarina, a Polícia Federal está investigando um caso exemplar. A Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul) recebeu 5 milhões de reais para promover cursos de treinamento profissional. Parte do dinheiro, já se sabe, foi parar na campanha política de um deputado do PT. Para justificarem os gastos, os dirigentes da federação falsificaram planilhas e criaram alunos-fantasma. O que mais chama atenção no caso, porém, é o eixo entre os principais envolvidos na fraude. Todos são cor-religionários, amigos ou assessores da senadora catarinense Ideli Salvatti, líder do PT no Senado.
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A investigação da polícia se concentra em dezoito convênios firmados entre a Fetraf e os ministérios do Desenvolvimento Agrário, do Trabalho, da Agricultura e da Pesca – que lhe destinaram 5,2 milhões de reais entre maio de 2003 e março de 2007. O inquérito, que já tem mais de 300 páginas, recolheu provas que permitem concluir que a federação usou uma tecnologia de fraude muito conhecida desde os tempos em que o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares era um simplório conselheiro do Fundo de Amparo ao Trabalhador. Usando a influência política, os dirigentes conseguem prioridade em assinatura de convênios com órgãos públicos. Há no esquema sempre um parlamentar amigo que, por meio de emendas, assegura recursos no Orçamento para os tais programas sociais. Nos ministérios, cor-religionários em postos-chave são os responsáveis pela seleção das parcerias. Depois, cabe às entidades escolhidas superfaturar contratos, inventar serviços e embolsar o dinheiro, às vezes tudo, às vezes apenas uma parte para simular que alguma coisa foi feita. A Fetraf, segundo a polícia, seguiu à risca essa cartilha.

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A Fetraf foi criada em 2001 por petistas ligados à senadora Ideli Salvatti, mas sua importância social só começou a ser re-conhecida depois do governo Lula. Um dos convênios já es-miuçados pela polícia foi assinado em 2003 com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, que liberou 1 milhão de reais para a entidade promover o treinamento de trabalhadores rurais em Chapecó, interior de Santa Catarina. Na época, o coordenador da entidade chamava-se Dirceu Dresch, um petista do grupo político de Ideli Salvatti. Dois mil trabalhadores rurais participaram do curso. A maioria, descobriu-se agora, era fantasma. Para fazer de conta que o curso existiu, a Fetraf apresentou uma lista de estudantes, com nome, CPF e endereço dos alunos. A polícia foi checar e descobriu que muitos não existiam, outros nunca ouviram falar do curso, alguns nem sequer moravam na região e os poucos que disseram ter freqüentado aulas – pessoas ligadas à federação, é claro assinavam a mesma lista de presença várias vezes. Nos outros dezessete convênios assinados com a instituição, a história se repetiu. VEJA localizou no interior de Santa Catarina o agricultor Jackson Luiz Oldra. Segundo a polícia, ele foi usado pela federação para "captar" alunos para o curso de técnicas de plantio e colheita para jovens. Sua tarefa para conseguir o diploma de jovem agricultor era pegar as listas em branco na sede da federação, em Chapecó, e devolvê-las completamente preenchidas. "Peguei assinatura até com meu avô e minha avó", conta o rapaz, que já foi intimado a depor na PF. "A gente faz as coisas para ajudar e acaba se metendo em rolo", reclama. Para o Ministério do Trabalho, Ernesto, de 67 anos, e Ana, de 63, constam das estatísticas como "jovens" agricultores. A federação embolsou o dinheiro.
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Os convênios exibem outras fraudes grotescas. Para dar aulas a alunos-fantasma, nada mais natural que se chame um professor com conhecimentos especiais. Um dos convocados para a missão exibe um currículo surpreendente. Marcelino Pedrinho Pies foi contratado em abril do ano passado para coordenar um curso destinado a pequenos agricultores, recebendo 4.000 reais por mês. O professor Marcelino tem um salário maior que o de muito doutor de universidade, mas seu currículo também é ímpar. Na mesma época da contratação, ele fez um acordo com a Justiça para doar cestas básicas a uma instituição de caridade. Voluntário? Não. Marcelino, ex-tesoureiro do PT do Rio Grande do Sul, confessou que usou dinheiro do valerioduto para pagar dívidas eleitorais do partido em 2002 quando o candidato ao governo era Tarso Genro, hoje ministro da Justiça. O dinheiro da Fetraf, que deveria estar formando trabalhadores, vem sendo usado para subsidiar também a pena de criminosos. A Polícia Federal estima que, no mínimo, 60% dos recursos destinados a treinar os trabalhadores acabaram nos bolsos ou nas campanhas políticas dos marcelinos da federação. Há evidências que sugerem isso – e muito mais.

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Dirceu Dresch, ex-líder da Fe-traf no período em que foi as-sinada a maioria dos convê-nios, conseguiu se eleger de-putado estadual pelo PT no ano passado. Antes disso, ele foi coordenador das campanhas de Ideli Salvatti. Eles pertencem à mesma corrente política do partido. Em 2002, Ideli candi-datou-se ao Senado e Dresch a deputado estadual. Fizeram campanha juntos. Ela venceu a disputa e ele não se elegeu. No ano passado, Ideli, que desistiu de se candidatar ao governo em favor do então ministro da Pesca, José Fritsch (com quem a Fetraf assinou um convênio), deu uma mãozinha a Dresch, inclusive destacando Lizeu Mazzioni, um de seus assessores em Brasília, para coordenar a campanha. Ideli e Dresch são sócios na indicação do delegado do Ministério do Desenvolvimento Agrário Jurandi Teodoro Gugel, que assinou doze convênios com a Fetraf e ocupou o cargo até julho passado. Antes do ministério, Gugel era assessor lotado no gabinete de Ideli. Em novembro de 2004, Dirceu, Jurandi e Lizeu estiveram juntos em uma reunião na antiga sede da Fetraf, onde discutiram o apoio político da federação e seus filiados a uma eventual campanha de Ideli ao governo. Em troca, a senadora apresentaria emendas para sindicatos e prefeituras amigas da federação.
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A campanha de Ideli ao governo não prosperou, mas as tratativas sobre as emendas continuaram. Documentos em poder da polícia revelam que, em 12 de setembro de 2005, o então coordenador de política sindical da Fetraf, Daniel Kothe, e o chefe-de-gabinete de Ideli em Brasília, Paulo Argenta, discutiram as formas de viabilizar os recursos para a federação. Em uma mensagem eletrônica trocada entre os dois gabinetes, chegaram a combinar até o destino das emendas. "Ficamos no aguardo dos encaminhamentos neces-sários para efetivarmos a aplicação desses recursos na base", escreveu Daniel Kothe, que substituiu Dirceu Dresch como líder da Fetraf-Sul. A mensagem deixa claro que as estratégias de ação da entidade e os projetos financeiros passaram pelo gabinete de Ideli. Os fatos mostram que a relação entre a senadora e o grupo que controla a federação é muito estreita. Além de Jurandi e Lizeu, já houve mais gente do gabinete ligada à Fetraf. Cleci Dresch, mulher do deputado Dresch, foi funcionária do gabinete da senadora até março deste ano. O que ela fazia? "Nunca fui a Brasília. Eu quero que você converse com o meu marido", limitou-se a dizer. O deputado Dresch não quis conversar. Um ex-auxiliar dele confirmou à polícia que parte do dinheiro desviado da federação foi usada em sua campanha política. "Os indícios de fraude e desvio de dinheiro são muito fortes", confirma o delegado Misael Mazzetti, da Polícia Federal.

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A proximidade entre a senadora Ideli Salvatti e representantes de ONGs suspeitas não é no-vidade. Há outro alvo da CPI que também fica em Santa Catarina, também é comandado por gente ligada a Ideli e tam-bém tem uma carteira de milhões de reais em convênios com o governo. Assim como a Fetraf, a Unitrabalho recebeu 18 milhões de reais entre 2003 e 2006 para qualificar traba-lhadores. A ONG chamou atenção no ano passado, quando o seu dirigente maior, Jorge Lorenzetti, ex-churrasqueiro do presidente Lula (da Silva), amigo da senadora e funcionário do comitê de reeleição, foi flagrado em uma operação para comprar um dossiê contra adversários. Nunca se descobriu a origem do dinheiro apreendido com o grupo. A senadora Ideli emprega em seu gabinete Natália Lorenzetti, filha do ex-churrasqueiro petista. Procurada, a senadora não quis se pronunciar. Por intermédio de sua assessoria, mandou dizer que não tem nenhuma relação formal nem com a Fetraf nem com Dresch, e que as emendas que apresentou visaram apenas a beneficiar a agricultura familiar. Mandou dizer ainda que nunca foi citada pela Justiça ou pelo Ministério Público em irregularidade alguma envolvendo a Fetraf ou qualquer outra entidade. É verdade. Ainda não foi.

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ATENÇÃO, 2010 ESTÁ AÍ...E NÃO ME VENHA COM ESSA DE QUE VC NÃO GOSTA DE POLÍTICA!

Thursday, September 13, 2007

VERGONHA NACIONAL

Depois de todos os escândalos que te-mos presenciado nos últimos três a-nos – sem nenhuma punição – ontem, pra fechar com chave de ouro, tive minha grande e última decepção.
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Mais um ladrão de colarinho branco, por meio de uma vota-ção ultra-secreta – e sabemos muito bem porque – foi ab-solvido da cassação. Já não bastassem a covardia, a falta de caráter e moral, tivemos, mais uma vez, que engolir ta-manha falta de respeito. Covar-dia, por que quem votou à favor da absolvição ou se absteve, não teve coragem de, diante de todos os brasileiros, expressar sua posição. Todos disprovidos de caráter! Sem moral.
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Esquecem que estão lá porque nós os colocamos e confiamos, através do voto obrigatório – importante ressaltar isso – a tarefa de nos representar, de defender nossos interesses, nossos direitos, nosso bem-estar como cidadãos. Por isso me senti lezado, tolhido do direito de assistir à votação, de olhar bem no olho do Senador eleito por mim, que era à favor da absolvição.
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Ainda me lembro de minha mão dizendo: “esse lápis não é seu meu filho!”, “devolve o aponta-dor do coleguinha”... Como posso, hoje, ensinar meu filho que é errado roubar, quando é só o que se vê? E o que é pior, sem impunidade! Como posso ensinar-lhe princípios de ética, moral e caráter? Se eu disser-lhe que deve estudar para ser alguém na vida, me dirá que não precisa, já que existe um indivíduo brincando de ser presidente, que distribui uma bolsa família, ou então, que o mesmo indivíduo, que nunca estudou e que fala errado, se tornou Presidente do seu país. Já estou até vendo-o perguntando: “papai, porque não deixa a mamãe pousar na Playboy também?”
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Não! Não permitirei que isso aconteça. Meu filho não será educado nesse país de po-breza, de corrupção, violência, de uma educação precária, sem saúde, sem ética, sem moral, onde tudo ainda termina em pizza ou nas páginas da Playboy. Este país só irá melhorar quando as leis arcáicas que só protegem essa corja – não são todos, mas a maioria, e isso podemos constatar ontem – forem substituidas por leis que visam justiça. Até mesmo o Judiciário per-deu sua credibilidade e respeito.
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É! Realmente cada nação tem os dirigentes que merece. No ano que vem teremos eleições. Pensem bem, muito bem mesmo, pra quem darão seus votos.
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Tuesday, September 11, 2007

A TRIBUTE TO THE UNITED STATES



Widespread, but only part-ial news coverage was given recently to a remar-kable editorial broadcast from Toronto, by Gordon Sinclair, a Canadian Televi-sion Commentator. What follows is the full text of his trenchant remarks as print-ed in the Congressional Re-cord.

“It’s time to speak up for the Americans as the most generous and possibly the least ap-preciated people on all the earth.

Germany, Japan and, to a lesser extend, Britain and Italy were lifted out of the debris of war by the Americans, who poured in billions of dollars and forgave other billions of debts. None of these countries is today paying even the interest on its remaining debts to the United States.

When France was in danger of collapsing in 1956, it was the A-mericans who propped it up, and their reward was to be insulted and swindled on the streets of Paris. I was there. I saw it.

When earthquakes hit distant cities, it’s the United States that hurries in to help. This spring, 59 American communities were flattered by tornadoes. Nobody helped.

The Marshal Plan and the Truman Policy pumped billions of dollars into discouraged countries. Now, newspapers in those countries are writing about the decadent, warmongering Americans.

I’d like to see just one of those countries that is gloating over the erosion of the United States dol-lar build its own airplane. Does any other country in the world have a plane to equal the Boeing Jumbo Jet, the Lockheed Tri-Star, or the Douglas MD-11? If so, why don’t they fly them? Why do all the international lines, except Russia, fly American planes?

Why does no other land on earth even consider putting a man or woman on the moon? You talk about Japanese technocracy and you get radios. You talk about German technocracy, and you get automobiles. You talk about American technocracy, and you’ll find man on the moon – not once but several times, and safely home again.

You talk about scandals, and the Americans put their right in the store window for everybody to look at. Even their draft-dodgers are not pursued and hounded. They are here in our streets, and most of them, unless they are breaking Canadians laws, are getting American dollars from ma and pa at home to spend here.

When the railways of France, Germany and India were breaking down through age, it was the Americans who rebuilt them. When the Pennsylvania Railroad and the New York Central went broke, nobody loaned them an old caboose. Both are still broke.

I can name you 5000 times when the Americans raced to the help of other people in trouble. Can you name me one time when someone else raced to the Americans in trouble? I don’t think there was an outside help even during the San Francisco earthquake.

Our neighbors have faced it alone, and I’m one Canadian who is damned tired of hearing them get kicked around. They will come out of this thing with their flag high. And when they do, they are entitled to thumb their nose at the lands that are gloating over their present troubles. I hope Canada is not one of those.

Stand proud, America!”

This is one of the best editorials that I have eve read regarding the United States. It is nice that one men realizes it. I only wish that the rest of the world realize it. We are always blamed for everything and never even gat a thank you for the things we do.

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Friday, August 31, 2007

LORENZO MARTIN

Possuidor de inigualável carisma, LOREN-ZO MARTIN tem atraído grandes platéias com sua brilhante atuação em Tristão e Isolda, peça de Vladimir Capella.
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A lenda medieval, mais conhecida a partir da ópera de Richard Wagner (1813-1883), ganhou uma releitura dirigida aos ado-lescentes. Vinte e oito atores encenam a história do triste cavaleiro cuja vida foi marcada por tragédias desde o nasci-mento. Estreou em março e até o momento tem tido lotação máxima em todas as apresentações.
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Mesmo em meio a muitos compromissos, Lorenzo reservou um tempinho pra falar um pouco da sua atuação em Tristão e Isolda, da sua carreira, projetos e claro, de si próprio.
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Como surgiu o Lorenzo?
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Surgiu de uma somatória de fatores, como: sonhos, determinação, a-mor, idealizações e aprendizado – um aprendizado diário, no sentido de melhorar e lapidar – dessa auto-lapidação dessa busca que o ser-humano tem de melhorar.
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Com certeza você já teve outras experiências no teatro!?
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Como ator? Dez anos! risos É! Geralmente eu faço uma média de dois espetáculos profissionais por ano. Já me enfiei em fazer muita coisa. Já me desafiei bastante.
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E na televisão?
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Na televisão, estou agora gravando uma novela chamada Dance Dance Dance, na Rede Bandeirantes. Estréia em outubro – começo de outubro. É uma novela musical.
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E como surgiu essa oportunidade?
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Algumas pessoas passaram no teste, e eu também passei. Fiz minha inscrição pela internete – não tenho “quem indique”, então foi na raça! sorrisos...
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risos “quem indique”? E você vai cantar, dançar...?
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É! Na verdade vou fazer um cantor lá na estória.
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E como surgiu Tristão e Isolda?
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Então! Na época saiu um edital no jornal (não me lembro qual) e eu levei meu curriculum pra seleção. Havia uns 500 (ou 600) candidatos pra seleção, e aí foi apurando, apurando...
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Eu já tinha trabalhado com o diretor do espetáculo, no Gato Ma-lhado... no qual agente ganhou muitos prêmios, e no dia que eu fui assistir ao espetáculo (sem o Tristão) ele me fez o convite. Foi logo depois que o Gustavo Haddad entrou – o Gustavo, na época, também estava fazendo o teste como Tristão. Ele chegou pra mim e per-guntou: “vamos experimentar fazer com você? Topa? Dá pra encarar?” e eu disse “vamos!” risos...
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Eu tinha lido o texto um dia antes e – na verdade, eu já conhecia Tristão e Isolda, mas aí eu fui atrás. Fui atrás da obra (da obra mais fiel, de algumas versões, do filme...). Foi assim! risos...
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Você, com certeza não teve nenhuma dificuldade pra interpretar o Tristão!?
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Ah tive! Na verdade tenho! Emocionalmente tenho até hoje. Não só emocionalmente, mas fisicamente também. Há todo um preparo, uma alquimia, um perfume, e às vezes passa do ponto ou falta um pouquinho. Tenho muitos desafios, principalmente em relação ao amor. Tristão é um personagem que ama acima de tudo, dos princípios, das convicções...
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Já que você tocou nesse assunto, voltando à estória em si, é possível viver sem a paixão?
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Não! Não! Sem nenhum tipo de paixão, não!
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E como você vê a relação amor-paixão-morte?
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Então! Amor-paixão-morte eu vejo como a natureza, uma ciosa natural. A pai-xão, com certeza, tem um começo, uma vida, um final – uma morte. O amor se transforma, se manifesta de várias maneiras, e a morte, bem, a gente está com ela a todo momento. Hoje eu já não sou a pessoa que fui ontem. Ontem eu fui um Lorenzo, hoje sou outro, e amanhã, outro. Acredito nisso, assim, não vejo a morte como um fim, e sim como uma mudança, uma transformação.
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Nietzsche, em uma de suas obras, escreveu que “por amor vale tudo, até mesmo morrer”. Como você vê isso?
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Eu adoro Nietzsche! Tem gente que acha que ele... bem... Vale! Vale a pena! Vale a pena sim. Por amor vale a pena, mas é difícil. Na pele dói pra caramba. A gente fala na teoria, mas na hora que você experimenta, você vê que o amor como um pacote, um universo, onde vem o sofrimento, a insegurança, a paixão, o lado sexual, um monte de coisas que você tem que administrar dia após dia, minuto por minuto, e é totalmente difícil.
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Às vezes a gente bate a cabeça, faz umas bobeiras... sorrisos
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No texto original da obra de Wagner, há uma frase que diz que “o amor pode fazer a vida se prolongar, mas é a paixão que faz a vida andar”. O que você diz disso?
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Que bonito!!! emocionado... Engraçado, eu não sabia disso. Já ouvi, mas nunca soube da tradução. Tenho um amigo que gosta muito de ópera, e sempre tenho um contato grande com a música. Muito bonito isso! Onde você viu?
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Eu tenho um DVD da obra Tannhäuser Overture de Wagner que traz a tradução.
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Você lembra qual é a versão?
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Não. Agora não saberia te dizer, mas posso te falar depois. Posso te emprestar.
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Ah, quero sim. Quero ver. Bom, é isso mesmo. É como... É difícil dar exemplos materiais, falando assim, metaforicamente, mas é como o carro, o combustível e a roda. O pneu seria a paixão, que vai se desgastando, ou não, o pneu é o amor, e o combustível é a paixão, em fim, é uma coisa que a gente precisa reinventar sempre, né!? É uma coisa que eu acho que é natural nossa, e tem outras coisas que acabam vindo juntas, até o próprio ódio! Não acho que o ódio seja algo tão obstante do amor e da paixão, pelo contrário.
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Você é muito sensível! Muito romântico! Seria essa sua sensibilidade que te dá inspiração pra interpretar Tristão?
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Não sei! Sei que sinto muito o personagem. Mas não sei se está sendo tão bom assim, não!!!
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Você sabe que sim! Tem sido muito bom. Muito bom mesmo! Eu diria até que hoje foi a sua melhor atuação. Algumas frases suas foram ditas com mais vida, mais emoção.
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Puxa! Que bom! Bem, tem outras coisa na vida que acontecem e que interferem no nosso trabalho, problemas fora do teatro, e às vezes você não se entrega totalmente. Hoje eu não achei que tivesse sido o melhor dia, mas, que bom que você gostou.
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Como você vê o trabalho do ator hoje em dia? Você acha que ainda há aquele preconceito na sociedade?
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Sim, não tanto, mas tem sim. É muito difícil. Eu não tenho esse problema, mas vejo isso sim. No fundo eu acho que esse preconceito vem muito também do próprio ator. Se você tem preconceito com aquilo que você está fazendo, automaticamente as pessoas também terão. É uma energia que você emite, assim. Eu já tive esse preconceito comigo mesmo. Hoje não. E hoje as pessoas me aceitam muito mais.
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Dentre todos os seus papeis, qual foi o mais difícil?
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O mais difícil é sempre o que eu estou fazendo.
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Tristão é um personagem difícil?
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Acho! Há um ano atrás eu achava que era o Rouxinol, um personagem que eu fazia em O Gato Malhado. Há um ano e meio atrás eu achava que era o Lorenzo que eu fazia no Mercador de Veneza. Caramba! Já trabalhei em outras produções fazendo papeis como Che Quevara e outros. O legal de tudo é você estudar o personagem, criar, dar vida... Difícil é você manter isso tudo, não deixando que fique tudo meio que mecânico, automático. A gente tem que manter a emoção, a vida do personagem. É por isso que cada dia é uma nova apresentação. Elas não se repetem.
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A temporada de Tristão e Isolda foi estendida pra novembro. Há ainda algum outro projeto além de Tristão e Isolda e da novela?
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Ah, tem muita coisa né!? Mas pra esse ano não. Esse ano que quero fazer a novela muito bem feita, porque eu vou representar uma classe GLS, e meu personagem tem toda uma construção que a gente fez, visando o lado humanitário, o lado sensível, desmistificando o lado negativo, e então que quero me dedicar ao máximo nele, nessa coisa ao mesmo tempo masculina e sensível. Há muito preconceito ainda e eu estou investindo muito nisso. Eu me entrego a todos eles (aos personagens! risos.....).
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risos.... Qual é a sua formação?
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Eu fiz Artes Cênicas na Fundação das Artes em 97. Bem, aos 15 e 16 anos eu já fazia teatro amador. Fiz Canto Erudito também na Fundação das Artes em 2002. Fiz Comunicação e Arte na PUC, aliás, tranquei a matrícula pra fazer O Gato Malhado e não voltei ainda. Faço aula de canto semanalmente e dança quatro ou cinco vezes por semana.
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Todos vocês, os rapazes da peça são bem sarados. Você se considera bonito?
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Não! risos.... Verdade! Eu me gosto mas não me admiro.
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Vaidoso?
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Sou um pouco!
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Tem uma religião?
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Acredito nas coisas intuitivas, em Deus e nas pessoas!
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Uma qualidade?
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Determinação.
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Um defeito?
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Sou teimoso.
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Um perfume?
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Cara, sou louco por perfume. No momento, Select da Hugo Boss. Perfume é meu ponto fraco. Perfume e chocolate. risos....
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Que mensagem você gostaria de deixar para as pessoas que te admiram?
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risos... Ah caramba! ...pensando... Que possa representar pra essas pessoas que me admiram um consciente coletivo, de que vou con-tinuar fazendo meu trabalho e transmitindo ciosas positivas, como amor, paixão, esperança...
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Defina pra mim o Lorenzo:
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Não sei! Uma constante mutação. Cara, se eu soubesse eu juro por Deus que eu falaria pra você. Eu também não sei, e estou nesse processo de... risos... eu sei o que gosto, o que eu quero e o que eu não quero pra mim.
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O que achou das perguntas?
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Muito inteligentes. Eu espero que sirvam pra que as pessoas cresçam mais através das respostas, tanto pessoas em geral como atores, em fim... Eu sempre tive admiração por muitas pessoas e sempre cresci muito com elas. A gente cresce muito por exemplos.
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Posso ver as fotos que você tirou? Gosto de ver.
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Quer ver?
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Ham ham! Ficaram boas.
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Lorenzo, muito obrigado por ter concedido essa entrevista, por ter me recebido, gasto seu tempo. Muito obrigado mesmo.
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Eu é que agradeço. Foi muito bom. Me descontraí bastante.
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Beijo no coração.


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