Sunday, July 29, 2007

OS MENINOS DE OURO


Não!!!
Hoje não quero e nem vou falar de desgraça. Chega!!!
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Hoje é dia de festa. Dia em que todos nós, brasileiros, comemoramos a vitória mais esperada do Pan 2007: a vitória do Voley Masculino. Novamente voltamos a sentir aquele velho orgulho de "ser brasileiro" que nossos políticos insistem em sufocar e até mesmo destruir.

A Seleção Brasileira masculina de vôlei venceu os Estados Unidos, neste sábado, por 3 sets a 0 (isso mesmo: 3 sets a 0), com parciais de 25/16, 25/20 e 25/22, conquistou os Jogos Pan-Americanos, disputados no Rio de Janeiro, e completou sua coleção de títulos internacionais.

Ao subir ao pódio para receber a medalha de ouro, a Seleção Brasileira de vôlei fez uma homenagem ao levantador Ricardinho, que foi cortado da equipe antes da competição. O time verde e amarelo subiu ao pódio com uma bandeira brasileira com a assinatura de todos os jogadores do grupo de Bernardinho com os dizeres: "Camisa 17 (Ricardinho), você faz parte dessa família. Lembre-se do nosso pacto. Pequim-2008". Durante a cerimônia, a bandeira passou de mão em mão por todos os atletas até o momento do hino nacional.

Logo após o término da partida, Giba pegou o microfone do mestre de cerimônias e agradeceu à torcida pela presença e pela força durante a competição, e acrescentou numa entrevista: "Faltava ganhar aqui dentro de casa. Parabéns a todos por terem dado essa força enorme e obrigado".

Mas, o mais lindo e emocionan-
te, foi a lição dada pelo campeão dos campeões, o técnico Bernardinho. Dizem que "o vencedor se mostra na derrota", mas devo dizer que mais ainda na vitória. Bernardi-
nho, o grande responsável pela vitória dos meninos do voley, se retirou no momento da festa, e observou tudo de longe, na sombra. Segundo ele mesmo já declarou, é "o momento dos dos jogadores". Visivelmente emocionado, é solicitado pelos jogadores que o chamam para a foto oficial, e como de costume, o carregam e o jogam para o alto. Sim, para o alto, lugar onde ele merece estar.

Valeu Bernardinho! Valeu Meninos de Ouro! Vocês, e todos os demais atletas brasileiros estão mais do que de parabéns! Voces trouxeram de volta o "orgulho de ser brasileiro".
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Beijo no coração.
De alguém não menos brasileiro que vocês,
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Antonio

Wednesday, July 18, 2007

NÃO HÁ EFEITO SEM CAUSA


Demorou, mas aconteceu! Mais um!!!
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Não podemos culpar os Controladores de Vôo, as condições climáticas, Deus e nem o Diabo. Mesmo assim, estou prevendo meses em que tentarão descobrir o “culpado”, ou uma explicação clara para essa tragédia – explicação essa que todos nós sabemos.
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Não existe uma causa sem que haja um efeito. Logo, todo efeito tem a sua causa. O que mais tenho ouvido nos noticiários desde o dia 17, são especulações e mais especulações: a pista não estava pronta! a pista estava molhada! chovia muito! foi falha humana! foi isso, foi aquilo... Há ainda os que dizem: Foi o destino! Só que no Brasil, o que chamam de destino é algo que vem sendo anunciado, e eu diria até que, em muitos casos, programado. As tragédias vão se formando lentamente, e o que é pior, com um certo alarde. Elas vão se formando através de vários erros que vão se acumulando e terminam explodindo em sangue e fogo. Mais especificamente no caso da aviação, tivemos uma outra tragédia há menos de 10 meses, com o acidente da Gol. Ontem, uma outra aeronave derrapou na mesma pista de Congonhas. Será que nada disso serviu de alerta? Quantas outras tragédias teremos que presenciar, torcendo pra que não estejamos envolvidos, ou que nossos parentes e amigos também não estejam?
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Podemos citar: 1- a insegurança e desconfiança que pairam sobre todos os brasileiros que têm que viajar de avião, principalmente após o acidente da Gol; 2- a espantosa incapacidade administrativa do Governo e do Ministério da Defesa; 3- os milhões de reais roubados da Infraero, que deveriam ter sido empregados em equipamentos e serviços; 4- o não acompanhamento do crescimento da demanda com a oferta dos serviços... Todos esses fatores – e muitos outros – vão se somando e se transformando numa bomba.
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Não! Não vou culpar o Lula (da Silva) por essa tragédia! Mas o clima de descaso e de irresponsabilidade que o governo passa para a população, sem dúvida não dá pra negar. O caos administrativo desse Governo, nunca ocorrido antes no país, só será sentido aos poucos, com acontecimentos como este acidente. Lula não é culpado! Mas tudo que não está sendo feito, só será sentido mesmo quando seu mandato acabar. E o rastro deixado será espantoso.
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Deixo aqui os meus mais sinceros sentimentos a todos os familiares e amigos das vítimas do acidente da TAM. Vamos exigir que as autoridades competentes tenham alguma reação, porque a ação já existe.
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Tuesday, July 17, 2007

LULA ROUBA A CENA


A abertura dos jogos do Pan 2007 foi maravilhosa. Mas, o mais incrível de tudo foram as vaias ao Lula (da Silva). Elas realmente roubaram a cena.
 
Brasileiro vaia até minuto de silêncio! Mas eu pergunto: por que o (so called) Presidente Luda (o da Silva), com mais de 60% de aprovação no IBOPE, levou uma vaia devastadora e torrencial na abertura do Pan? 
O governo lula se apoiá em apenas dois fatores: o seu “charminho” populista e o bolsa família. Só que essa jogada única está começando a se esvair (o que já não era sem tempo). Além daqueles pobres diabos que recebem seus cinquentinhas pra votar nele, além dos fissurados na imagem do “operário milagreiro”, o rei dos metalúrgicos, há também no Brasil (thank God) a classe média. Vemos uma opinião pública decentemente mais bem informada, e que estava muito bem representada no Estácio do Maracanã (claro, os pobretões e eleitores do Lula não tinham condições de comprar os ingressos). Além do mais, Lula usa uma tática maquiavélica antiga, a de sempre estar presente nos momentos positivos, visando prestígio e status, e a de sempre estar ausente nos momentos negativos, nos problemas que afligem o país, evitando sujar e comprometer sua imagem com problemas que não quer ou não sabe como resolver.
 
Lula sempre ficou fora de tudo. Não sabia de nada, não via nada... (s.o.b), desde os escândalos das prefeituras, dos mensalões, dos cuecões dos seus homens de confiança, dos malões, das compras dos dossiês fajutos pelos seus assessores, seus freudes, seus churrasqueiros e companheiros de copo... Sempre fora de tudo como se fosse superior a essa coisa suja chamada Política, e a todos nós! Lula ficou fora da crise da aviação, não dando uma só satisfação à população sobre o caos aéreo no pais, que continua e não vai parar (deixando sua Ilustríssima Ministra do Turismo falar em seu lugar). Lula não faz nenhuma reforma essencial ao Estado. Lula não se meteu nenhuma vez no escândalo da impunidade, na desmoralização do Poder Público. Ele só viaja, nomeia sindicalistas, só aumenta gastos num país quebrado.

Lula não quer trabalhar. Lula só que ser aplaudido. Só que chega uma hora em que, com todos os problemas aumentando e sem punição aos culpados, todos começam a culpá-lo de tudo, até daquilo aquilo que não lhe diz respeito. A Dep Maria do Rosário disse se tratar de injustiça, que as vaias não deveria ter sido para o Lula, que todos faltaram com respeito. Deputada, e o que ele tem feito com os país, é o que? Que nome vossa excelência daria a toda essa situação que vivemos?
A vaia foi um alerta! O país não é feito só de podres analfabetos que não pensam. Acho melhor ele se meter mais na vida real do Brasil.


http://br.youtube.com/watch?v=FxDKJzQDE-s




Saturday, July 14, 2007

GUSTAVO HADDAD

13 de julho - Dia de seu aniversário, Gustavo concede entrevista falando sobre sua vida, seu trabalho e seus planos.

Natural de Bauru, SP, já possui considerável curriculo. Atua em nove-las desde os 13 anos, e em teatro desde os 17.

Na televisão, atuou brilhantemente, dentre outros em O Direito de Nascer, Chiquititas, Malhação, A Padroeira, e Cidadão Brasileiro.

Dentre seus destaques no teatro, pode-se citar No Natal a Gente Vem te Buscar, O Mercador de Veneza e atualmente, HOJE É DIA DO AMOR, peça de João Silvério Trevisan, onde enfrenta um duplo desafio: fazer seu primeiro monólogo e de permanecer o tempo todo completamente nu e amarrado.

Como surgiu o convite para fazer a peça?

Através do Rodolfo e do João. Três outros atores já haviam recu-sado, e no primeiro instante minha resposta também foi “não”. Li o texto, gostei, mas era só o que eu tinha. Não havia uma referência, nada de concreto, e eu não tinha a menor idéia de como seria!

E o que o levou a aceitar?

Acima de tudo, o desafio, por ser um monólogo de 50 minutos, nos quais apenas EU estaria em cena, sem deixas, sem  detalhes que pudessem me conduzir através do texto. Sem um cenário, sem movimentos que pudessem me lembrar as falas de um determinado momento. Na verdade era pra ser bem mais. O texto original levaria mais de duas horas. Tivemos que cortar muita coisa, mesmo porque a peça ficaria muito monótona se tivesse uma duração maior. Mesmo assim havia esse receio.

E quais foram as maiores dificuldades?

O que mais dificultou foi o fato da peça estar em cartaz apenas um dia por semana. Ainda hoje repasso todo o texto todos os dias. Em segundo lugar, claro, a nudez, mas não o simples fato de estar nu, mas sim de estar nu de joelhos e acorrentando, por mais de uma hora e ainda mais com prendedores no pênis e tudo mais (risos). No início pensei: caralho, isso vai ficar exposto, vai ser um problema, como estarei alí, pelado, com um negócio preso no pênis? Mas depois do cenário pronto e toda a iluminação, passei a me sentir vestido.

Eu diria que além de tudo isso você precisou de muita coragem!

Hehehe! Todos me falam isso, mas encarei tudo numa boa.

O que seus amigos disseram? Como foi a reação dos seus familiares...? Eles vieram assistir a peça?

Sim, quer dizer, nem todos, mas todos os que vieram gostaram muito e foram unânimes em dizer que tive muita coragem.

E como foi a experiência de fazer um personagem tão diferente, e por que não dizer difícil e complexo? Sem falar que se trata de um assunto polêmico, e de abordar um mundo desconhecido e cheio de preconceitos.

Foi bom! Está sendo muito bom! Pra mim é tudo muito novo também. Quanto ao tema “sado-masoquismo” tive que ler, estudar e pesquisar muito em livros que abordam o assunto. E quanto ao tema michê, eu fiz uma “pesquisa de campo”. Falei com alguns garotos de programa, colhi informações... Eu não tenho pudor em relação ao personagem e muito menos imponho limites à minha carreira, como muitos outros atores o fazem. Na minha opinião, o personagem não tem isso. O meu corpo na verdade é um mero instrumento para o personagem. Não preciso julgá-lo pra poder fazê-lo. Não preciso concordar com as atitudes dele. Simplesmente eu "empresto" meu corpo.

Há algum tipo de preparação para a peça, quero dizer, antes e/ou depois da apresentação?

Sim! Antes, muita concentração e aquecimento. Depois, muito alon-gamento. Estar mais de uma hora de joelhos, fazendo todos aquele movimentos bruscos me deixariam quebrado no dia seguinte.

Você sabe que 90 % do público que vem assistir à peça é composto de homossexuais. Como você vê isso?

Só 90? Hehehehe! Natural! Já esperava! Não me importo.

Como você vê as angústias da vida moderna abordadas na peça?

Sempre existiram! Enquanto a sociedade for repressora, essas angústias sempre existirão. O mais grave é que as pes-soas se recusam a até comentar sobre alguns assuntos e o que é pior, condenam. Na peça, o público fica chocado logo no início, pois é uma cena chocante.

E como você vê a dor no sentido da mesma ser capaz de proporcionar, ao mesmo tempo, prazer?

A dor existe, não no sentido fisiológico, mas no sentido mais amplo. Por isso, acabamos por vezes nos acostumando com ela e nos preocupando com outras que vão surgindo. A dor é necessária! Temos que aprender a lidar com ela. Sempre depois da dor vem o prazer. O prazer acaba tendo mais sentido e aparentemente acaba sendo, ou parecendo ser melhor e maior. A dor e o sofrimento humano estão muito banalizados hoje em dia. As pessoas não se importam com mais nada. Alguém arrasta um menino por sete kilômetros, sai no jornal e todo mundo já esqueceu. Não ligam mais pela dor alheia. Meu personagem passa o tempo todo tentando controlar a dor. ele tem o controle total emocional e racional da dor. O público, ao se deparar com o sofrimento de uma pessoa fria e calculista, irá rever conceitos, o que é a dor e o que realmente faz sofrer.

Li uma entrevista sua, concedida à G Magazine, logo que a peça entrou em cartaz, na qual você dizia que não pousaria nu. Mas agora, depois de todo esse processo de amadurecimento, você já levaria em consideração essa hipótese?

Não! Minha resposta continua sendo a mesma. Na peça, por mais que eu esteja nu, me sinto vestido, pois é um personagem. Na revista ou em qualquer outro lugar, seria eu, literalmente exposto. Não faz muito a minha cabeça estar numa revista nu, me exibindo de todas as formas possíveis. Isso não me ajudaria em nada, nem pessoalmente e muito menos profissionalmente.

Houve alguma evolução/mudança na sua atuação ao longo das apresentações? Como se sente agora?

Nossa, com certeza! Não só na segurança que agora eu tenho, mas na liberdade e desenvoltura de atuar em cima do personagem, sem medos, receios, pudores... Estou muito mais à vontade agora.

É notória a mudança radical no seu físico, desde as primeiras apresentações (massa muscular, raspagem de pelos...) Não teriam sido uma forma de se mascarar um pouco mais?

Claro que não! Bem, quanto à massa muscular, achei que seria melhor, já que ganho e perco massa muito fa-cilmente e rapidamente. Já a raspagem dos pelos constava no texto. Eu que antes estava exitando um pouco.

Você sabe que além da beleza física, você tem um enorme carisma, e que dá vida própria ao personagem. Você tem se tornado uma referência. O mesmo não teria acontecido com um ator japonês ou negro. Você sente essa respon-sabilidade? Como encara isso?

Sei que isso ocorre e não me agrada muito. O problema é que as pessoas criaram um padrão de beleza voltado para o estilo europeu. E eu me enquadro nesse estilo (pele clara, olhos claros...). Com certeza um ator negro ou japonês não teria a mesma aceitação. Na realidade é tudo muito diferente. Dificilmente você encontra michês com esse padrão de beleza, como o meu, eleito pela sociedade. Muito pelo contrário.

Algo mais mudou em você depois desse trabalho: vida pessoal, profissional, social, valores, preconceitos...?

Muito! Profissional, pela experiência que tem sido enorme. Pessoal, pela satisfação de estar conhecendo um mundo que era completamente desconhecido, o que muda de certa forma a maneira de ver tais problemas. Social, não tenho visto uma grande mudança. Na verdade, sinto agora que as pessoas sentem um receio maior de se aproximar. Todos os dias, ao terminar o espetáculo, fico na entrada do teatro dando um tempo antes de ir embora, e percebo que as pessoas me olham, sentem vontade de se aproximar, mas se mantêm distantes.

Qual a sua opinião sobre o homossexualismo e o casamento entre pessoas do mesmo sexo?

Não tenho absolutamente nada contra. Pelo contrário. Meus melhores amigos são homossexuais. Em relação ao casamento, acho mais é que todos têm que ser felizes da maneira como bem entenderem. Têm todo o meu apoio.

Já tem planos para o futuro?

Sim. Depois de julho farei duas apresentações em Porto alegre, encer-rando a temporada de HOJE É DIA DO AMOR.

Que pena! risos.......

Hehehehehehehe! Logo em seguida começo a ensaiar Macbeth.

É muito assediado por homens? Já rolou alguma cantada? Como reagiu ou reagiria?

Muitas! risos... Sem problemas. risos... Acho normal.

Você se acha um homem bonito? O que mais te agrada em você?

Me acho normal. Gosto muito dos meus olhos.

Sabe admirar um homem bonito? Quem você apontaria como homem bonito?

Sim, com certeza. Há muitos homens bonitos. Puta, sei lá! Brad Pitt... (e você! hehehehehehe)

Hehehehehehehehehe! Um defeito.

Não sei se é um defeito ou uma qualidade, mas não gosto de esperar. Sou pontual. Como não gosto de esperar, também não gosto de atrasar.

Uma qualidade.

Eu me preocupou com o bem-estar das pessoas. Sou generoso, gosto de ver que as pessoas à minha volta estão bem.

O que te excita? O que não pode faltar numa tranza? Tem alguma posição preferida?

O olhar! O beijo não pode faltar. Não tenho uma posição preferida. Todas são boas, desde que você esteja se satis-fazendo.

Uma fantasia? Já realizou?

Tenho várias e já realizei várias! risos... Deixa eu ver... Uma vez fiz uma tranza em grupo, com várias pessoas. Foi muito bom.

Qual a sua formação?

Comecei a fazer Teatro, mas parei. Por enquanto, só o colegial.

Tem alguma religião?

Não.

Um perfume?

Issey Miyake.

Marca de cueca e modelo?

Qualquer uma, desde que seja de algodão.

Defina o Gustavo.

Sou um cara aberto, sem preconceitos e muito amigo das pessoas, principalmente das que gosto. Me realizo fazendo o que gosto. Sou muito simples, expontâneo, sem frescuras, e... é isso!

Que mensagem deixaria para todos os que te admiram?

Aqueles que ainda não viram a peça, vejam. E reflitam!

O que achou das perguntas?

Gostei! Gostei muito. Até agora só me fizeram perguntas perti-nentes à peça, e você me fez perguntas à meu respeito, ao meu trabalho... Gostei muito! Muito mesmo! Valeu.

Obrigado Gustavo. Eu é que agradeço. Desejo, além de mais e mais sucesso, um super aniversário. Beijo no coração.

Do amigo Antonio.

Monday, July 9, 2007

DEITADOS ETERNAMENTE EM BERÇO ESPLÊNDIDO


Já se pode notar uma enorme insegurança no tal Senador Renan.

Na última semana, por falta de argumento, o Senador começou a se comparar com o Lula (da Silva), dando a si próprio uma importância que ele não tem. Dizer que a imprensa (sempre a Imprensa, coitada) depois de não ter conseguido desbancar o dito Presidente da República, tenta fazer de tudo para derrubá-lo. Quanta insegurança! Quanto medo!


O que ocorreu com o Lula foi bem diferente! O Lula conseguiu convencer a maioria dos brasileiros (sabemos muito bem como) de que não tinha culpa de nada, que não sabia de nada de tudo que acontecia ao lado de sua sala (oh poor thing!). Já o Renan, ele mesmo disse que ele próprio pagava, ele próprio tinha o dinheiro, e quando foram checar os fatos é que a vaca foi pro brégio. O Lula não vale nada! O que dirá Renan!!!!!!!!!


Aliás a semana passada foi recheiada de fatos surpreendentes. Roriz, do Distrito Federal, depois do espetáculo melo-dramático, como um bêbado aos prantos, dizendo ser vítimas das vítimas, curvado diante de Nossa Senhora (a que pontos estamos chegando), renunciou, às gargalhadas, escapando da caçação e de toda a investigação. Já estou vendo que com o Renan se dará o mesmo. Afinal, a máxima atual é: "vou me tornar político, porque lá eu vou poder roubar e nada poderá acontecer comigo, pois estarei protegido pelo bendito Coro Privilegiado".

Acordem brasileiros! Não fiquem deitados eternamente em berço esplêndido. Pelo menos fechem as pernas!




Thursday, July 5, 2007

ONDE ESTÃO AS MULHERES DO SENADO?


Tudo que temos visto e ouvido, principalmente nos últimos dias – envelopes voadores, desculpas esfarrapadas, notas frias... - tem sido uma aula de Brasil. Como é forte o poder da Oligarquia! Como o Indivíduo se torna mais importante que o Bem Público? Como é que um político, ao invés de se sentir empregado de uma Nação, que é o que ele é, se sente o dono do poder?

Pela razão e pela indignação públicas, esse tal Renan nem se toca! Será que há alguma maneira de tirá-lo do Congresso? Segundo Arnaldo Jabor, com muita propriedade, sugeriu alguma idéais interessantes:

1- Jogar pó-de-mico na cadeira dele. Seria muito engraçado.
2 - Alguém poderia chamá-lo dizendo “Renan, telefone pra você, é da Mendes Jr”.
3 - Pedir ao Sarney e ao Collor que convença sua esposa. Funcionou com o Cafeteira (PQP).
4 - Pode-se pedir recesso ao Senado. Ele ficaria lá sozinho conversando com a faxineira!
5 - Uma ação popular para um Habeas-Corpus para sua cadeira.
6 - A oposição pode ainda contratar uma dedetização na casa, já que há muito “inseto”.
7 - Se nada disso não funcionar, MACUMBA! Que tal um Exorcista? Muito boa.
8 - Trocar sua cadeira por um assento ejetor, como as dos jatos...

Bem, pra mim que já sou um pouco mais realista, sugiro chamar o MST para ocupar o Senado como “fazenda improdutiva”.

O que mais me deixa indignado é ver esse Renan dizendo que sua
“vida privada foi invadida” Pelo contrário! Ele é quem invadiu a Vida Pública com os escândalos da sua vida privada, que poderiam ter permanecidos privados. Primeiro: no momento em que o Presidente do Senado Federal aprova emendas envolvendo empreiteiras de um lobista, colocando nas mãos deste o seu segredo cabeludo, ele se torna refém do mesmo. Ao meu ver, não importa se o dinheiro era dele ou do lobista. Segundo: quem criou essa confusão toda não foi a Imprensa (aliás, agora é moda ouvir políticos culpando a Imprensa por seus atos), foi o próprio Renan, que deu notas frias - e não foi a primeira vez – explicações desencontradas, mentiras, abusos de poder... A Imprensa, pra quem eu tiro o chapéu e tudo mais que ela quiser, só fez o seu trabalho básico, que é o de investigar os fatos. Isso se aprende no primeiro ano de faculdade: “toda informação recebida deverá ser investigada” e foi o que ela fez! E ao investigar as informações que ele, o tal Renan, mesmo deu, encontrou, segundo a Lúcia Hippólito “um descalabro”. Dizer que a Imprensa está “atacando o Senado Federal” não é verdade. É o próprio Renan quem está atacando o Senado, denegrindo sua imagem, credibilidade e respeito.

Por falar em respeito, onde estão as Senadoras, ilustríssimas e respeitosas? Sim, estou perguntando pelas mulheres do Senado. Há 30 dias atrás vimos toda uma comoção na Câmara dos Deputados quando uma Deputada foi chamada de feia pelo Deputado Clodovil Hernandez – o que não era nenhuma mentira – onde até um abaixo-assinado foi feito para que Clodovil fosse penalizado por falta de decoro. No entanto, no seu discurso, o tal Renan se referiu à sua amante jornalista Mônica Velozo como “a outra” e (o que foi ainda pior) se referiu à sua filha de 3 anos como “seu eterno calvário”. Como essa menina inocente crescerá sabendo que seu pai, Presidente do Senado Federal, a vê como um calvário? No entanto, ninguém falou nada! 


Onde estão as mulheres do Senado Federal?



Wednesday, July 4, 2007

4th OF JULY


4 de Julho nos Estado Unidos é coisa séria. O vermelho, azul e branco tomam conta das ruas e calçadas. Bandeiras para todos os lados, estrelas e símbolos da Independência espalhados por vários lugares, uma festa própria da cultura gestada nesta porção de terra chamada Estados Unidos da América. Verdade é que muitos brasileiros ficam decepcionados com a dita "festa", afinal sempre esperamos festa popular parecida com o que vemos no Brasil, barulho, alegria e euforia, todo mundo extravasando sem preconceito. Mas as coisas são um tanto "mortinhas", claro que há fogos de artifícios, celebrações, mas muito longe do ritmo verde-amarelo lá do sul do hemisfério.
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Talvez isso signifique seriedade e respeito pelas coisas da pátria, ou simplesmente a maneira norte-americana de celebrar suas datas. Mas apesar desta postura, a lição do 4 de Julho é universal, serve para brasileiros, mexicanos, argentinos, europeus, africanos e todos outros povos que sabem o valor da independência. Poderíamos, aqui neste espaço, levantar dados históricos, traçando assim um paralelo, uma comparação entre a história americana e as demais do continente, citar datas além da de 4 de Julho de 1776, buscar momentos em que pudéssemos descobrir porque este lado das Américas deu certo. Porquê Estados Unidos e Canadá alcançaram a posição de riqueza, enquanto as demais nações, com passados semelhantes, permaneceram no atraso e subdesenvolvimento.
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Mas quem acompanha os jornais e a vida cotidiana, bem sabe as demonstrações de maturidade e independência nas atitudes deste povo e seu governo. O caso do menino Elian, que envolveu do presidente do país e sua secretária de justiça (equivalente ao ministro brasileiro) até altas esferas da diplomacia local, resultou numa demonstração de respeito as instituições e as autoridades. A lei e a lógica sempre estiveram na direção da decisão tomada, e assim foi feito, Elian voltou a Cuba e a outra parte mesmo protestando acatou a decisão das autoridades. Outra grande demonstração de força e independência, algo não muito comentado na imprensa em português, foi a prisão e condenação da "prefeita" de Hallandale. Em pouco mais de 6 meses, averiguou-se, julgou-se e condenou-se uma mulher eleita para o cargo que ocupava. Sob as acusações de mandante do assassinato do esposo, perjúrio e falso testemunho, foi sentenciada, e aguardará na cadeia uma última acusação de fraude aos seguros. Bem parecido com os fatos no Brasil, não é?
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Quanto ao Brasil, infelizmente a palavra independência soa estranho para muitos. Nossas mazelas a muito se sabe são frutos de um país em crise permanente. De um lugar em que mesmo tendo presidente eleito pelo voto do povo, este não se importara em rasgar uma constituição que mal dava seus primeiros passos. Se os americanos preservam a sua original de 1776 com adendos, na nação brasilis, após muitas constituições, ainda permanece o sinistro hábito de fazer-lhes alterações ao ponto de transfigurá-las. Isto quando não a deformam totalmente, pois afinal, alguns interesses mudaram de acordo com os ventos. Mas isto é somente a ponta do iceberg.
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Este desrespeito as coisas sagradas de um país democrático, ou até de uma ditadura, tem raízes em algo que nos Estados Unidos foi resolvido a bala. Enquanto no Brasil mandava-se esquartejar quem lutava pela independência e, entre outras atrocidades, perseguia-se e deportava-se qualquer suspeito. Os norte-americanos tiveram agilidade e maioridade histórica, para organizarem-se e rápido pegar em armas, para primeiro expulsarem o Inglês colonizador e, anos depois, lutar em sangrentas batalhas contra os donos do atraso (latifundiários e escravistas) que insistiam na maneira antiga de se fazer um país. Lutaram contra uma elite que ainda existe, que ainda ergue sua bandeira na Carolina do Sul, mas a derrotaram num momento crucial de sua história, tão importante que hoje são herdeiros da nação mais forte do mundo.
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Na nossa nação continente, embora também tenham havido lutas como na Revolta dos Alfaiates na Bahia, na Inconfidência Mineira e Revolução Farroupilha, estas não foram fortes o suficiente para lograr a vitória diante do português colonizador nem das elites do atraso. Suas forças lograram vitórias que ainda hoje se ouvem Brasil adentro, mas não conseguiram expulsar esta elite muito bem encastelada no poder. Um tipo de gente que nunca se importou de usar os métodos mais rasteiros de recuperar ou manter o poder em suas mãos. Suas pegadas sujas seguido se vêem nos corredores da justiça, prefeituras, governos de Estado e governo Federal. Sempre se valem da corrupção e banditismo, comprando quem lhes convier e tentando eliminar quem lhes ameace. Não que os Estados Unidos também não tenham sua roupa suja, têm e muita, mas ninguém sabe na recente vida americana, de um presidente que despudoradamente comprou os votos de deputados para aprovar mudanças na constituição do país. Que doou cargos e pagou em dinheiro vivo senadores e os mesmos deputados para proteger interesses externos e internos!
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4 de Julho serve para isso. Para que reflitamos e aprendamos como se fazem as coisas por aqui. Como se forjam a justiça e o respeito ao cidadão. Talvez seja esse o motivo desta comemoração um tanto tímida aos olhos brazucas, a comemoração da Independência dos Estados Unidos da América, ainda traz viva conflitos e discordâncias de um povo e sua elite. Mas que apesar das diferenças e da história que ainda pulsa, os valores de respeito às suas instituições e os limites de cada um são alvos de muito debate e que poucos tem a ousadia de questionar. Muito ao contrário da realidade na maioria dos países da América do Sul, em especial da nossa pátria verde-amarela.

SAÚDE - MEU DESABAFO

Não se trata apenas de uma condição fisiológica ou de vida, mas também de uma condição ética e moral.

Todos sabemos que a atual situação da saúde pública do Brasil - se é que pode-se chamar de saúde - por isso, não vou enumerar aqui todos os problemas do Sistema Brasileiro de Saúde, mesmo porque, não é o meu objetivo, mas, gostaria de fazer uma pergunta ao "digníssimo" vice-presidente, José Alencar:

- Excelentíssimo Vice-Presidente da República Federativa do Brasil, Senhor José Alencar, membro do Partido dos Trabalhadores, reeleito nas últimas eleições. Se é verdade que, segundo o excelentíssimo Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (tbém reeleito pelo mesmo partido - por meios escusos), a saúde no Brasil "está quase perfeita", porque então Vossa Excelência fostes para os Estados Unidos da América, para a retirada de um tumor? Porque não utilizardes o SUS - Sistema Único de Saúde, que todos os demais brasileiros, trabalhadores, sacrificados, extorquidos pelos tantos impostos (impostos estes que sabemos são para manter o Governo Federal com suas regalias)? Porque não entrastes na fila para o atendimento junto com os demais trabalhadores? Porque não chegastes às 3 da madrugada para a retirada da senha, para retornardes no dia seguinte? Porque não entrastes na fila à espera de uma vaga para uma suposta operação, para uma maca nos corredores dos hospitais públicos, como todo brasileiro trabalhador? Afinal, não pertencestes ao Partido dos trabalhadores? Que Socialismo é esse que tanto pregam nos palanques?....

Como? Porque estou vos perguntando isso? Eu vos respondo: meu pai, de 72 anos, beneficiário de uma aposentadoria vergonhosa, prêmio pelos tantos anos de trabalho e dedicação à Nação, idôneo, sem nunca ter sonegado um único imposto em toda a sua vida, por sempre ter ensinado aos seus filhos a ter caráter.... passou mal no último sábado, por problemas de pressão alta, diabetes, insuficiência renal, desidratação e anemia, tendo que esperar por mais de 3 horas numa sala de espera de um pronto socorro (que de pronto não tinha nada) em um hospital público. Após essas 3 intermináveis horas, quando foi finalmente atendido e medicado, foi colocado no corredor do ambulatório, em uma cadeira de rodas por não haver macas disponíveis (muito menos leitos, e o que diria então apartamentos individuais), onde permaneceu o restante do sábado, a noite inteira e o domingo, sentado na cadeira de rodas tomando soro, no corredor. Segundo ele, teve que implorar para que um dos enfermeiros o auxiliasse nas suas necessidades fisiológicas.

Excelentíssimo, se a saúde no Brasil "está quase perfeita", porque Vossa excelência não vos submetestes a tudo isso também? Porque viajastes de primeira classe para os EUA, internando-vos num dos melhores hospitais do mundo? Essa questão eu posso responder, Excelência! Foi porque o nosso sistema de saúde é um dos piores e mais vergonhosos do mundo, porque nossos médicos não são tão bons e tão preparados, porque os nossos hospitais públicos não são qualificados e nem equipados, porque fomos nós, bilhões de trabalhadores brasileiros que, através dos impostos pagamos as suas despesas com viagem e hospital. E ainda vos pergunto Excelência: quem financiará o tratamento do meu pai? Onde estão os recursos da CPMF e dos demais impostos que pagamos a vida inteira? Será que preciso responder a essas perguntas também, Excelência?



Tuesday, July 3, 2007

PRECISA-SE DE MATÉRIA PRIMA

Precisa-se de Matéria Prima para construir um País. A crença geral anterior era que Collor não servia, bem como Itamar e Fernando Henrique. Agora dizemos que Lula não serve. E o que vier depois de Lula também não servirá para nada...

Por isso estou começando a suspeitar que o problema não está no ladrão corrupto que foi Collor, ou na farsa que é o Lula. O problema está em nós. Nós como POVO. Nós como matéria prima de um país. Porque estou num país onde a "ESPERTEZA" é a moeda que sempre é valorizada, tanto ou mais do que o dólar. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família, baseada em valores e respeito aos demais. Estou num país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nas calçadas onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
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Estou num país onde as "EMPRESAS PRIVADAS" são papelarias particulares de seus empregados desonestos, que levam para casa, como se fosse correto, folhas de papel, lápis, canetas, clipes e tudo o que possa ser útil para o trabalho dos filhos... e para eles mesmos.

Estou num país onde a gente se sente o máximo porque conseguiu "puxar" a tevê a cabo do vizinho, onde a gente frauda a declaração de imposto de renda para não pagar ou pagar menos impostos. Um país onde a falta de pontualidade é um hábito. Onde os diretores das empresas não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos. Onde pessoas fazem "gatos" para roubar luz e água, e nos queixamos de como esses serviços estão caros. Onde não existe a cultura pela leitura (exemplo maior nosso atual Presidente, que recentemente falou que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem econômica.

Onde nossos congressistas trabalham dois dias por semana para aprovar projetos e leis que só servem para afundar o que não tem, encher o saco do que tem pouco e beneficiar só a alguns. Estou num país onde as carteiras de motorista e os certificados médicos podem ser "comprados", sem fazer nenhum exame. Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no ônibus, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar o lugar. Um país onde fazemos um monte de coisa errada, mas nos esbaldamos em criticar nossos governantes.

Quanto mais analiso os defeitos do Fernando Henrique e do Lula, vejo colegas e companheiros se sentindo por terem ainda ontem, "molhado" a mão de um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Dirceu é culpado, mais vejo profissionais se sentido orgulhosos de ser brasileiros terem passado para trás um cliente através de uma fraude, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.

Não. Não. Não. Já basta! Como "Matéria Prima" de um país, as pessoas têm muitas coisas boas, mas lhes falta muito para ser os homens e mulheres de que o Brasil precisa. Esses defeitos, essa "ESPERTEZA BRASILEIRA" congênita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos de escândalo, essa falta de qualidade humana, mais do que Collor, Itamar, Fernando Henrique ou Lula, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são brasileiros como todos, ELEITOS POR NÓS.
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Entristeço e desanimo porque, ainda que Lula renunciasse hoje mesmo, o próximo presidente que o sucedesse teria que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, são os próprios brasileiros.

Agora, depois desta reflexão, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, mas para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de surdo, de desentendido. Que pare de dizer frazes feitas e manipuladas como "não troque o certo pelo duvidoso", ou "deixe o homem trabalhar (ou viajar e continuar roubando)". Toda nação tem o governante que merece.

Pra que eu escolha um lider, esse lider tem que ser, no mínimo, melhor do que eu, e sinceramente, esse que está aí não chega nem perto de onde estou, ou do que sou.

E vc, o que pensa?




HINO NACIONAL BRASILEIRO

Confesso: que não gosto do Hino Nacional Brasileiro.

Mas antes que hipocritamente me condenem, hão de concor-dar comigo que, além de uma melodia nada harmônica, pos-sui versos arcaicos quanto à estrutura gramatical que os tornam incompreensíveis. Há um ditado popular que diz que "é impossível gostar daquilo que não se conhece ou entende". E mais – e o que é pior – nada condiz com a realidade brasileira.

Porque estou dizendo tudo isso? Porque tenho notado um total desrespeito à execução do Hino Nacional no início dos jogos de futebol. Segundo às normas cívicas, "o Hino Nacional Brasileiro deve ser executado na íntegra, do início ao fim, sempre que se tratar de sua versão cantada, sendo permitida sua execução pela metade, somente na versão orquestrada". E o que tenho visto é sua execução pela metade, mesmo na sua versão cantada, e com total desrespeito.
No último final de semana, ao assistir a um clássico do futebol, notei jogadores tentando mover os lábios, mas sem saber a letra. Outros totalmente distraídos, olhando para os lados, e outros ainda fazendo alongamento, mesmo estando perfilados e focados em rede nacional de televisão. E há ainda os casos em que se executa a Aquarela do Brasil. Mas não os culpo! Nem tão pouco classifico tal atitude como falta de respeito.
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Um outro ditado popular diz que "não se respeita aquilo que não se dá ao respeito". Ora, todo hino nacional busca retratar as caracte-rísticas e filosofia de seu país, como por exemplo, o Hino Nacional Francês, que prega a igualdade, a liberdade e a fraternidade, ou o Hi-no Nacional Americano, que além de descrever o "American Dream", brada a sua liberdade, honra e (indiscutível) soberania. Sabemos que a História às vezes segue outros rumos, mas em relação ao Brasil, podemos comprovar em toda a sua História que o Hino Nacional Brasileiro nunca retratou a sua pátria, que jamais foi amada e muito menos a mãe gentil.

Como gostar e respeitar um hino se não podemos gostar e nem res-peitar o país em que vivemos – país esse que está classificado como o segundo mais corrupto do mundo? Como respeitar uma nação onde tudo que foi extinto, cortado, caçado, afastado, como:

1- Parlamentares fazendo gestos obscenos, sem saber que estavam sendo filmados, principalmente se tratando de um assunto tão sério;

2- A SUDAN, onde 2 bilhões foram roubados, e que acabou de re-nascer;

3- Mensaleiros, sangue-sugas, maleiros, cuequeiros e vendedores de votos sendo reeleitos e perdoados;

4- Lula (da Silva) que acabou de decretar que "a Previdência não tem deficit" e que "não cortará despesas";

5- Vereadores do Rio Grande do Sul que foram denunciados há um ano atrás, fingindo ter "aulas" e "seminários" fora das suas cidades e que fizeram turismo com nosso dinheiro, e que não foram punidos. Aliás, pra que que vereador tem que ter aula?;

6- Fernando Collor de Melo, agora senador (sim, SENADOR), de volta ao Congresso, como se nada tivesse acontecido, e mais – pasmem! - tem sido visto pra cima e pra baixo com Roberto Jeferson!!!!!

7- José Genuino e Palocci e companhia ilimitada marcando presença nas dependências do Congresso;

8- Malufe, mesmo com todos os processos, voltando a cantar de galo;

E a última: estão querendo anistiar José Dirceu!!!!!!!

É! Fica impossível respeitar o Hino Nacional Brasileiro. Onde estão a "paz no futuro" e a "glória no passado"? Perdidos no presente, eu diria. Talvez seja melhor executar a Aquarela do Brasil, que verda-deiramente faz alusão às belezas naturais. Ou ainda quem sabe, um sambinha mais popular, como aquele "Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão..." Não! Melhor não! Aqui todos os ladrões ficam. E como ficam. Nem que seja em Miami.



VOCÊ SABIA? FABULOSO!!!

Esse fato ocorreu em 2004, mas continua sendo tão atual e verdadeiro que vale a pena lembar. Veja a carta que um juiz - Ruy Coppola - do 2.º Tribunal de Alçada Civil do Estado de São Paulo colocou no jornal Estadão do dia 23 de janeiro de 2004.

"Mensagem ao presidente!

Estimado presidente, assisti na televisão, anteontem, o trecho de seu discurso criticando o Poder Judiciário e dizendo que V. Exa. e seu amigo Márcio, ministro da Justiça, há muito tempo são favoráveis ao controle externo do Poder Judiciário, não para "meter a mão na de-cisão do juiz", mas para abrir a "caixa-preta" do Poder. Vi também V.Exa. falar sobre "duas Justiças" e sobre a influência do dinheiro nas decisões da Justiça.

Fiquei abismado, caro presidente, não com a falta de conhecimento de V.Exa., já que coisa diversa não poderia esperar (só pelo fato de que o nobre presidente é leigo), mas com o fato de que o nobre presidente ainda não se tenha dado conta de que não é mais candidato. Não precisa mais falar como se em palanque estivesse; não precisa mais fazer cara de inconformado, alterando o tom da voz para influir no ânimo da platéia. Afinal, não é sempre que se faz discurso na porta da Volks. Não precisa mais chorar. O eminente presidente precisa apenas mandar, o que não fez até agora.

Não existem duas Justiças, como V. Exa. falou. Existe uma só. Que é cega, mas não surda e costuma escutar as besteiras que muitos falam sobre ela. Basta ao presidente mandar seu amigo Márcio tomar medidas concretas e efetivas contra o crime organizado. Mandar seus demais ministros exercer os cargos para os quais foram nomeados. Mandar seus líderes partidários fazer menos conchavos e começar a legislar em favor da sociedade. Afinal, V. Exa. foi eleito para isso.

Logo depois, sr. presidente, no mesmo canal de televisão, assisti a uma reportagem dando conta de que, em Pernambuco (sua terra natal), crianças que haviam abandonado o lixão, por receberem R$ 25,00 do Bolsa-Escola, tinham voltado para aquela vida (??) insólita, simplesmente porque desde janeiro seu governo não re passou o dinheiro destinado ao Bolsa-Escola. E a Benedita, sr. presidente? Disse ela que ficou sabendo dos fatos apenas no dia da reportagem.

Como se pode ver, sr. presidente, vou tentar lembrá-lo de algumas coisas simples. Nós, do Poder Judiciário, não temos caixa-preta. Temos leis inconsistentes e brandas (que seu amigo Márcio sempre utilizou para inocentar pessoas acusadas de crimes do colarinho-branco). Temos de conviver com a Fazenda Pública (e o sr. pre-sidente é responsável por ela, caso não saiba), sendo nossa maior cliente e litigante, na maioria dos casos, de má-fé. Temos os pre-catórios que não são pagos. Temos acidentados que não recebem benefícios em dia (o INSS é de sua responsabilidade, sr.presidente). Não temos medo algum de qualquer controle externo, sr. presidente. Temos medo, sim, de que pessoas menos avisadas, como V. Exa. mostrou ser, confundam controle externo com atividade jurisdicional (pergunte ao seu amigo Márcio, ele explica o que é).

De qualquer forma, não é bom falar de corda em casa de enforcado. Evidente que V. Exa. usou da expressão "caixa-preta" não no sentido pejorativo do termo. Juízes não tomam vinho de R$ 4 mil a garrafa. Juízes não são agradados com vinhos portugueses raros quando vão a restaurantes. Juízes, quando fazem churrasco, não mandam vir churrasqueiro de outro Estado. Mulheres de juízes não possuem condições financeiras para importar cabeleireiros de outras uni-dades da Federação, apenas para fazer uma "escova". Cachorros de juízes não andam de carro oficial. Caixa-preta por caixa-preta (no sentido meramente figurativo), sr. presidente, a do Poder Executivo é bem maior do que a nossa. Meus respeitos a V. Exa. e reco-mendaões ao seu amigo Márcio. P.S.: D lembranças a "Michelle". (Michelle é cachorrinha do Presidente que passeia em carro oficial).

Ruy Coppola , juiz do 2.º Tribunal de Alçada Civil do Estado de São Paulo, São Paulo"


http://www.mail-archive.com/civil@grupos.com.br/msg01704.html
http://tinyurl.com/pj5cy7





Monday, July 2, 2007

ACORDA BRASIL!!!!!

Não canso de me perguntar, e não consigo encontrar uma resposta. Até quando irão subestimar minha inteligência e a minha capacidade de raciocínio?

Até quando estarão colocando à prova o meu senso crítico? Até quando estarão testando a minha paciência e indignação? Não consigo sequer conceber o fato de, na altura dos acontecimentos, o ilustríssimo Renan Calheiros apresentar, notas falsas, frias que comprovariam a origem do dinheiro gasto com a sua amante. Como pode ser tão burro, e pensar que nós também somos, de, na altura do campeonato, achar que essa maracutáia passaria desapercebida?

E o irmão do (chamado) Presidente da República, o Vavá ( p.q.p.!), que de acordo com o Lula (da Silva) "está mais pra ingênuo do que pra lobista". Realmente chego à conclusão de que se trata de uma família de ingênuos, na qual, ninguém sabe de nada, não vê nada e não ouve nada. Por falar no Lula, sua última pérola foi afirmar que "a maior culpada na queda do turismo no Brasil é a imprensa" que só fala das coisas ruins que acontecem aqui. Ora! Quem mais do que o próprio Lula falou mal do Brasil, em toda sua história? É, realmente não tem nada de errado acontecendo no país. Não há corrupção, ladroagem, não há balas perdidas, assassinato de turistas..... São apenas fantasias da nossa mente. Sr presidente, sei que gosta de brincar de ser presidente, de viajar pra cima e pra baixo, mas brincar com a inteligência do povo brasileiro tem limite.

É tanta maracutáia, ladroagem, picaretagem, mentiras atrás de mentiras, e a pior de todas, tanta IMPUNIDADE nesse governo que já se transformou numa competição pra ver quem fala ou faz a maior. Antes de ontem, a ilustríssima (assim chamada) Ministra do Turismo, Marta Suplicy disse, ao se referir aos problemas que nós, brasileiros, temos enfrentados nos aeroportos, que devemos "relaxar e gozar, que depois tudo passa". Agora acha que só publicar uma nota pedindo desculpas irá concertar o estrago (mais um) é querer demais. Isso é quebra de decoro. Onde está o respeito que todo brasileiro, trabalhador, pagador de impostos (os maiores do mundo, em valor e em quantidade)? Quem você pensa que é Dona Marta, pra fazer tal afirmação? Onde você pensa que está? Somos nós que pagamos o seu salário!

Onde estão os caras pintadas, que um dia, por muito menos foram às ruas e tiraram um presidente do poder, na crise desencadeada pelo escândalo das notas frias emitidas pelo Brasil ao Uruguai, quando um dos líderes do governo Collor era nada mais nada menos que o ilustríssimo Sr Renan Calheiros, que agora faz o mesmo?


Pelo amor de Deus!!! Até quando??? Acorda!!! ACORDA!!!!!




Sunday, July 1, 2007

" HOJE É DIA DO AMOR "

Gustavo Haddad
revela seu imenso talento e coragem vivendo um michê de luxo que celebra com sua dor a Quinta-feira Santa, depois de saber que um antigo amor se suicidou na mesma data. Para isso, ele perma-nece no palco o tempo inteiro nu e acorrentado em uma cruz.
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O trio, João Silvério Trevisan (autor), com a direção do pernambu-cano Antônio Cadengue e a arrebatadora e irrepreensível perfor-mance do GUSTAVO HADDAD fazem desse espetáculo um dos melhores, se não o melhor, dos últimos tempos na noite paulista.
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Escrito por João Silvério Trevisan, o monólogo aborda angústias da vida pós-moderna, em que "o homem vive constantemente de dor – por existir, por sentir prazer em atividades socialmente questioná-veis ou por querer ter algo que não tem".
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João Silvério Trevisan, autor de pérolas da literatura brasileira, como "Devassos no Paraíso", "Ana em Veneza", "Em Nome do De-sejo" e tantas outras mais. Ele ainda a coluna "OLHO POR OLHO" na revista G MAGAZINE e leciona técnica literária.
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Antônio Cadengue, diretor pernambucano do mais alto quilate, re-centemente adaptou para os palcos o texto do livro "Em Nome do Desejo", também do Trevisan, que excursionou pelo Brasil com grande elenco.
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Gustavo Haddad, bem, nem preciso falar. Já tinha se revelado um ótimo ator , tanto na televisão como no teatro. Mas tenho que dizer que aqui ele se superou e muito. Seu corpo escultural e APOLÍNEO certamente abrilhanta ainda mais a montagem, o que de fato passa até ser relevante, dada a maneira como o texto é dito, sussurrado e em outros momentos, gritado.
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A platéia LOTADÍSSIMA, até porque foi feita uma matéria para a revista G Magazine, na qual Gustavo aparecia sem roupa, amarrado numa cruz de ferro e, é claro que para os menos esclarecidos, tratava-se, talvez, de um espetáculo pornô. Grande engano!
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Já ao entrar na sala de espetáculos, o público passa a ficar meio constrangido, porque encontra um imenso espelho no palco, e tem a sensação de que estará sendo mostrada a "face oculta" de cada um. Nem imaginam o que os aguarda. Começa o espetáculo e os espelhos de abrem, revelando o ator NU, apenas calçando botas, de joelhos, como se suplicasse algo do público, amarrado a uma cruz de ferro, pelos pulsos, apresentando como atributo de cenografia, os maravilhosos painéis do artista plástico Paulo Sayeg.
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Trava-se então um diálogo entre o escravo e o seu master (o seu senhor), deixando despida toda a fragilidade e o sofrimento, tão presente em nós, seres humanos. Trevisan se utiliza da metáfora do Universo Sado-Masoquista para construir um diálogo do HOMEM FRÁGIL E MORTAL com "UM DEUS" ETERNO e TODO-PODEROSO! 10 minutos de texto CONTUNDENTE e que vai DESNUDANDO também a paixão, a dor, o sofrimento, as dúvidas, a religião, a fé e abordando temas profundos como a aods, a morte, a ética, a prostituição, o dinheiro, a felicidade, ... quando a platéia começa a ficar inquieta. Alguns não param de acionar o mostrador luminoso do seu relógio, pois a maioria, infelizmente, não consegue compartilhar dessa "VIAGEM PELO MUNDO DA NOSSA INCOMPLETUDE". Percebem não se tratar mesmo de um espetáculo pornô. Infelizmente muitas érolas são jogadas aos porcos.
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Certas atitudes, consideradas moralmente condenáveis, nos levam ao nosso submundo interior, para realizarmos nossos desejos e suprirmos nossas dores, mesmo que, pra isso, ainda tenhamos que sentir mais dor. Ninguém consegue sair do teatro sem ter sido chacoalhado nas suas dúvidas, dores e pensamentos.
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A peça "Hoje é Dia do Amor" esteve em cartaz Espaço Satyros 1, na Pç Roosevelt, região central de São Paulo. Infelizmente acabou a temporada, mas tenho certeza de que logo logo estará de volta.
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