Sunday, September 30, 2007

ONGs - O NOVO PARAISO FISCAL

O CAIXA 2 DA TURMA DA IDELI
Entidade fundada por petistas e ligada à líder do PT no Senado é suspeita de desviar dinheiro público.

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O Senado vai instalar nesta se-mana uma CPI para investigar entidades e organizações não-governamentais suspeitas de desviar recursos públicos. So-mente nos últimos oito anos, o governo destinou 33 bilhões de reais às chamadas ONGs por meio de convênios e e-mendas parlamentares. Seria uma forma ágil e eficiente de fazer chegar às comunidades mais carentes os programas sociais. Sem fiscalização adequada, muitas dessas or-ganizações se transformaram em máquinas de fraudes que enri-quecem seus dirigentes e financiam campanhas políticas regionais. Em Santa Catarina, a Polícia Federal está investigando um caso exemplar. A Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul) recebeu 5 milhões de reais para promover cursos de treinamento profissional. Parte do dinheiro, já se sabe, foi parar na campanha política de um deputado do PT. Para justificarem os gastos, os dirigentes da federação falsificaram planilhas e criaram alunos-fantasma. O que mais chama atenção no caso, porém, é o eixo entre os principais envolvidos na fraude. Todos são cor-religionários, amigos ou assessores da senadora catarinense Ideli Salvatti, líder do PT no Senado.
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A investigação da polícia se concentra em dezoito convênios firmados entre a Fetraf e os ministérios do Desenvolvimento Agrário, do Trabalho, da Agricultura e da Pesca – que lhe destinaram 5,2 milhões de reais entre maio de 2003 e março de 2007. O inquérito, que já tem mais de 300 páginas, recolheu provas que permitem concluir que a federação usou uma tecnologia de fraude muito conhecida desde os tempos em que o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares era um simplório conselheiro do Fundo de Amparo ao Trabalhador. Usando a influência política, os dirigentes conseguem prioridade em assinatura de convênios com órgãos públicos. Há no esquema sempre um parlamentar amigo que, por meio de emendas, assegura recursos no Orçamento para os tais programas sociais. Nos ministérios, cor-religionários em postos-chave são os responsáveis pela seleção das parcerias. Depois, cabe às entidades escolhidas superfaturar contratos, inventar serviços e embolsar o dinheiro, às vezes tudo, às vezes apenas uma parte para simular que alguma coisa foi feita. A Fetraf, segundo a polícia, seguiu à risca essa cartilha.

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A Fetraf foi criada em 2001 por petistas ligados à senadora Ideli Salvatti, mas sua importância social só começou a ser re-conhecida depois do governo Lula. Um dos convênios já es-miuçados pela polícia foi assinado em 2003 com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, que liberou 1 milhão de reais para a entidade promover o treinamento de trabalhadores rurais em Chapecó, interior de Santa Catarina. Na época, o coordenador da entidade chamava-se Dirceu Dresch, um petista do grupo político de Ideli Salvatti. Dois mil trabalhadores rurais participaram do curso. A maioria, descobriu-se agora, era fantasma. Para fazer de conta que o curso existiu, a Fetraf apresentou uma lista de estudantes, com nome, CPF e endereço dos alunos. A polícia foi checar e descobriu que muitos não existiam, outros nunca ouviram falar do curso, alguns nem sequer moravam na região e os poucos que disseram ter freqüentado aulas – pessoas ligadas à federação, é claro assinavam a mesma lista de presença várias vezes. Nos outros dezessete convênios assinados com a instituição, a história se repetiu. VEJA localizou no interior de Santa Catarina o agricultor Jackson Luiz Oldra. Segundo a polícia, ele foi usado pela federação para "captar" alunos para o curso de técnicas de plantio e colheita para jovens. Sua tarefa para conseguir o diploma de jovem agricultor era pegar as listas em branco na sede da federação, em Chapecó, e devolvê-las completamente preenchidas. "Peguei assinatura até com meu avô e minha avó", conta o rapaz, que já foi intimado a depor na PF. "A gente faz as coisas para ajudar e acaba se metendo em rolo", reclama. Para o Ministério do Trabalho, Ernesto, de 67 anos, e Ana, de 63, constam das estatísticas como "jovens" agricultores. A federação embolsou o dinheiro.
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Os convênios exibem outras fraudes grotescas. Para dar aulas a alunos-fantasma, nada mais natural que se chame um professor com conhecimentos especiais. Um dos convocados para a missão exibe um currículo surpreendente. Marcelino Pedrinho Pies foi contratado em abril do ano passado para coordenar um curso destinado a pequenos agricultores, recebendo 4.000 reais por mês. O professor Marcelino tem um salário maior que o de muito doutor de universidade, mas seu currículo também é ímpar. Na mesma época da contratação, ele fez um acordo com a Justiça para doar cestas básicas a uma instituição de caridade. Voluntário? Não. Marcelino, ex-tesoureiro do PT do Rio Grande do Sul, confessou que usou dinheiro do valerioduto para pagar dívidas eleitorais do partido em 2002 quando o candidato ao governo era Tarso Genro, hoje ministro da Justiça. O dinheiro da Fetraf, que deveria estar formando trabalhadores, vem sendo usado para subsidiar também a pena de criminosos. A Polícia Federal estima que, no mínimo, 60% dos recursos destinados a treinar os trabalhadores acabaram nos bolsos ou nas campanhas políticas dos marcelinos da federação. Há evidências que sugerem isso – e muito mais.

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Dirceu Dresch, ex-líder da Fe-traf no período em que foi as-sinada a maioria dos convê-nios, conseguiu se eleger de-putado estadual pelo PT no ano passado. Antes disso, ele foi coordenador das campanhas de Ideli Salvatti. Eles pertencem à mesma corrente política do partido. Em 2002, Ideli candi-datou-se ao Senado e Dresch a deputado estadual. Fizeram campanha juntos. Ela venceu a disputa e ele não se elegeu. No ano passado, Ideli, que desistiu de se candidatar ao governo em favor do então ministro da Pesca, José Fritsch (com quem a Fetraf assinou um convênio), deu uma mãozinha a Dresch, inclusive destacando Lizeu Mazzioni, um de seus assessores em Brasília, para coordenar a campanha. Ideli e Dresch são sócios na indicação do delegado do Ministério do Desenvolvimento Agrário Jurandi Teodoro Gugel, que assinou doze convênios com a Fetraf e ocupou o cargo até julho passado. Antes do ministério, Gugel era assessor lotado no gabinete de Ideli. Em novembro de 2004, Dirceu, Jurandi e Lizeu estiveram juntos em uma reunião na antiga sede da Fetraf, onde discutiram o apoio político da federação e seus filiados a uma eventual campanha de Ideli ao governo. Em troca, a senadora apresentaria emendas para sindicatos e prefeituras amigas da federação.
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A campanha de Ideli ao governo não prosperou, mas as tratativas sobre as emendas continuaram. Documentos em poder da polícia revelam que, em 12 de setembro de 2005, o então coordenador de política sindical da Fetraf, Daniel Kothe, e o chefe-de-gabinete de Ideli em Brasília, Paulo Argenta, discutiram as formas de viabilizar os recursos para a federação. Em uma mensagem eletrônica trocada entre os dois gabinetes, chegaram a combinar até o destino das emendas. "Ficamos no aguardo dos encaminhamentos neces-sários para efetivarmos a aplicação desses recursos na base", escreveu Daniel Kothe, que substituiu Dirceu Dresch como líder da Fetraf-Sul. A mensagem deixa claro que as estratégias de ação da entidade e os projetos financeiros passaram pelo gabinete de Ideli. Os fatos mostram que a relação entre a senadora e o grupo que controla a federação é muito estreita. Além de Jurandi e Lizeu, já houve mais gente do gabinete ligada à Fetraf. Cleci Dresch, mulher do deputado Dresch, foi funcionária do gabinete da senadora até março deste ano. O que ela fazia? "Nunca fui a Brasília. Eu quero que você converse com o meu marido", limitou-se a dizer. O deputado Dresch não quis conversar. Um ex-auxiliar dele confirmou à polícia que parte do dinheiro desviado da federação foi usada em sua campanha política. "Os indícios de fraude e desvio de dinheiro são muito fortes", confirma o delegado Misael Mazzetti, da Polícia Federal.

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A proximidade entre a senadora Ideli Salvatti e representantes de ONGs suspeitas não é no-vidade. Há outro alvo da CPI que também fica em Santa Catarina, também é comandado por gente ligada a Ideli e tam-bém tem uma carteira de milhões de reais em convênios com o governo. Assim como a Fetraf, a Unitrabalho recebeu 18 milhões de reais entre 2003 e 2006 para qualificar traba-lhadores. A ONG chamou atenção no ano passado, quando o seu dirigente maior, Jorge Lorenzetti, ex-churrasqueiro do presidente Lula (da Silva), amigo da senadora e funcionário do comitê de reeleição, foi flagrado em uma operação para comprar um dossiê contra adversários. Nunca se descobriu a origem do dinheiro apreendido com o grupo. A senadora Ideli emprega em seu gabinete Natália Lorenzetti, filha do ex-churrasqueiro petista. Procurada, a senadora não quis se pronunciar. Por intermédio de sua assessoria, mandou dizer que não tem nenhuma relação formal nem com a Fetraf nem com Dresch, e que as emendas que apresentou visaram apenas a beneficiar a agricultura familiar. Mandou dizer ainda que nunca foi citada pela Justiça ou pelo Ministério Público em irregularidade alguma envolvendo a Fetraf ou qualquer outra entidade. É verdade. Ainda não foi.

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ATENÇÃO, 2010 ESTÁ AÍ...E NÃO ME VENHA COM ESSA DE QUE VC NÃO GOSTA DE POLÍTICA!

Thursday, September 13, 2007

VERGONHA NACIONAL

Depois de todos os escândalos que te-mos presenciado nos últimos três a-nos – sem nenhuma punição – ontem, pra fechar com chave de ouro, tive minha grande e última decepção.
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Mais um ladrão de colarinho branco, por meio de uma vota-ção ultra-secreta – e sabemos muito bem porque – foi ab-solvido da cassação. Já não bastassem a covardia, a falta de caráter e moral, tivemos, mais uma vez, que engolir ta-manha falta de respeito. Covar-dia, por que quem votou à favor da absolvição ou se absteve, não teve coragem de, diante de todos os brasileiros, expressar sua posição. Todos disprovidos de caráter! Sem moral.
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Esquecem que estão lá porque nós os colocamos e confiamos, através do voto obrigatório – importante ressaltar isso – a tarefa de nos representar, de defender nossos interesses, nossos direitos, nosso bem-estar como cidadãos. Por isso me senti lezado, tolhido do direito de assistir à votação, de olhar bem no olho do Senador eleito por mim, que era à favor da absolvição.
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Ainda me lembro de minha mão dizendo: “esse lápis não é seu meu filho!”, “devolve o aponta-dor do coleguinha”... Como posso, hoje, ensinar meu filho que é errado roubar, quando é só o que se vê? E o que é pior, sem impunidade! Como posso ensinar-lhe princípios de ética, moral e caráter? Se eu disser-lhe que deve estudar para ser alguém na vida, me dirá que não precisa, já que existe um indivíduo brincando de ser presidente, que distribui uma bolsa família, ou então, que o mesmo indivíduo, que nunca estudou e que fala errado, se tornou Presidente do seu país. Já estou até vendo-o perguntando: “papai, porque não deixa a mamãe pousar na Playboy também?”
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Não! Não permitirei que isso aconteça. Meu filho não será educado nesse país de po-breza, de corrupção, violência, de uma educação precária, sem saúde, sem ética, sem moral, onde tudo ainda termina em pizza ou nas páginas da Playboy. Este país só irá melhorar quando as leis arcáicas que só protegem essa corja – não são todos, mas a maioria, e isso podemos constatar ontem – forem substituidas por leis que visam justiça. Até mesmo o Judiciário per-deu sua credibilidade e respeito.
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É! Realmente cada nação tem os dirigentes que merece. No ano que vem teremos eleições. Pensem bem, muito bem mesmo, pra quem darão seus votos.
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Tuesday, September 11, 2007

A TRIBUTE TO THE UNITED STATES



Widespread, but only part-ial news coverage was given recently to a remar-kable editorial broadcast from Toronto, by Gordon Sinclair, a Canadian Televi-sion Commentator. What follows is the full text of his trenchant remarks as print-ed in the Congressional Re-cord.

“It’s time to speak up for the Americans as the most generous and possibly the least ap-preciated people on all the earth.

Germany, Japan and, to a lesser extend, Britain and Italy were lifted out of the debris of war by the Americans, who poured in billions of dollars and forgave other billions of debts. None of these countries is today paying even the interest on its remaining debts to the United States.

When France was in danger of collapsing in 1956, it was the A-mericans who propped it up, and their reward was to be insulted and swindled on the streets of Paris. I was there. I saw it.

When earthquakes hit distant cities, it’s the United States that hurries in to help. This spring, 59 American communities were flattered by tornadoes. Nobody helped.

The Marshal Plan and the Truman Policy pumped billions of dollars into discouraged countries. Now, newspapers in those countries are writing about the decadent, warmongering Americans.

I’d like to see just one of those countries that is gloating over the erosion of the United States dol-lar build its own airplane. Does any other country in the world have a plane to equal the Boeing Jumbo Jet, the Lockheed Tri-Star, or the Douglas MD-11? If so, why don’t they fly them? Why do all the international lines, except Russia, fly American planes?

Why does no other land on earth even consider putting a man or woman on the moon? You talk about Japanese technocracy and you get radios. You talk about German technocracy, and you get automobiles. You talk about American technocracy, and you’ll find man on the moon – not once but several times, and safely home again.

You talk about scandals, and the Americans put their right in the store window for everybody to look at. Even their draft-dodgers are not pursued and hounded. They are here in our streets, and most of them, unless they are breaking Canadians laws, are getting American dollars from ma and pa at home to spend here.

When the railways of France, Germany and India were breaking down through age, it was the Americans who rebuilt them. When the Pennsylvania Railroad and the New York Central went broke, nobody loaned them an old caboose. Both are still broke.

I can name you 5000 times when the Americans raced to the help of other people in trouble. Can you name me one time when someone else raced to the Americans in trouble? I don’t think there was an outside help even during the San Francisco earthquake.

Our neighbors have faced it alone, and I’m one Canadian who is damned tired of hearing them get kicked around. They will come out of this thing with their flag high. And when they do, they are entitled to thumb their nose at the lands that are gloating over their present troubles. I hope Canada is not one of those.

Stand proud, America!”

This is one of the best editorials that I have eve read regarding the United States. It is nice that one men realizes it. I only wish that the rest of the world realize it. We are always blamed for everything and never even gat a thank you for the things we do.

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