Saturday, August 9, 2008

CHINA - O SHOW DO ANO



Os chineses dão um show, surpreendem e emocionam o mundo na abertura dos jogos olímpicos.
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Antes que me questionem, quero deixar bem claro que minha opinião em relação aos chineses quanto a sua cultura, política e repressão continua a mesma. Só que é preciso separar as coisas. Os chineses ontem deram um show, não há como negar. Pela primeira vez eu me emocionei com uma abertura de jogos olímpicos. E não estou me referindo apenas ao visual, mas também à História e toda a simbologia oriental que foram contadas num espetáculo de sons e imagens. Podia-se notar por trás de cada luz, cada imagem, cada efeito um significado profundo – sua História contada de maneira cronológica e inteligente.
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Não é o momento pra se discutir problemas geopolíticos, ambientais, econômicos, religi-osos... O momento é de união. Aliás, os jogos olímpicos são os únicos capazes de unir povos das mais diferentes etnias com um único objetivo: superar limites. O esporte, quando isento de interesses financeiros e comerciais, mesmo se tratando de uma competição, tem a característica de unir. E foi exatamente isso que ontem os chineses mostraram com muita propriedade, além de mostrar indiretamente que querem se abrir ao mundo. Uma pena que durante esse ato de unificação, 21 pessoas inocentes morriam no Iraque com um carro bomba, e na Rússia, centenas de pessoas morreram com o ataque à Georgea.
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Minha única ressalva: nem todos os atletas estavam presente. Sei que o calendário é apertado, mas tenho certeza de que um dia não faria mal e nem atrapalharia ninguém. Poderiam ter dado um dia de folga aos atletas que no momento estavam treinando para as competições que já ocorreriam ontem mesmo. A delegação brasileira estava desfalcada com os atletas da natação e da ginástica. Fica aqui minha sugestão para os próximos jogos olímpicos. Espero também que após o término dos jogos olímpicos, a China continue se preocupando com a poluição, com o trânsito e com todo o aparato de que está fazendo uso e que sabemos, não passa de uma máscara.
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Boa sorte, não só aos bra-sileiros, mas a todos os atletas. E que essa união encontrada no esporte pas-se a existir em outros seg-mentos. Vai lá Brasil! Mostre ao mundo que existe algo infinitamente maior que a lama política e econômica que há em nosso país. Per-mita-nos continuar cantan-do “... eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor...”