Friday, January 30, 2009

RUDSON CAVALCANTE - ARTE E TALENTO

ATELIER DO BRASIL - idealizado, criado e conduzido por RUDSON CAVALCANTE, é especializado em instrumentos de arco, oferecendo trabalhos como restaurações, ajustes, construção e venda de instru-mentos. Além de vir alcançando as mais altas críticas dos músicos brasileiros, vem, de forma exemplar, oferecendo o mais requintado trabalho artístico em sua área. O que quase ninguém sabe, é o que vem a ser Luteria. Ninguém melhor que o próprio Rudson para falar um pouco dessa arte e do seu trabalho.

A - Rudson, o que é ser um LUTHIER?

R - LUTHIER é um artesão que constrói instrumentos. Já tem uns cinco séculos que a tradição de luthiers vem se evoluindo. Um LUTHIER é, mais precisamente, qualquer pessoa que faz um instrumento.

A - Qualquer tipo de instrumento?

R - Qualquer instrumento. Tem luthier de bateria, de saxofone... A pa-lavra ‘luthier’ vem do italiano. A palavra é francesa mas o termo é italiano.

A - Ele apenas faz o instrumento?

R - Não. Sim, existem pessoas que reformam e que se intitulam luthier, mas não são, são só restauradores. O LUTHIER é a pessoa que faz o instrumento.

A - Você então é um Luthier!

R - ...e restaurador! Os dois.

A - O que é o ATELIER DO BRASIL?

R - O Atelier do Brasil é a minha casa! (risos) Foi uma idealização que eu tive há muito tempo atrás, quando eu comecei a trabalhar com violinos. Eu idealizei como um lugar que não fosse um lugar meu. Idealizei como uma sala onde eu trabalhasse, mas onde as pessoas pudessem atuar.

A - E como foi que tudo começou?

R - O Atelier do Brasil foi uma coisa muito interessante. Eu era músico, e por alguns problemas emocionais, eu não conseguia mais estudar o instrumento, não tinha mais evolução, e então eu decidi que eu tinha que partir para uma outra área. E eu, não sei explicar como, comecei a trabalhar com luteria. Quando eu fui ver, eu já estava trabalhando com instrumentos, já tinha adquirido algumas ferramentas, estava estudando, e aí eu tive a idealização do atelier. Comecei a pegar trabalhos de orquestras sinfônicas e daí então, eu só tive ascensão.

A - Já fazem quantos anos isso?

R - Uns oito anos.

A - E quem hoje, em São Paulo, ou no Brasil, conhece o Atelier do Brasil?

R - Ah, eu já tenho bastante clientes, bastante músicos: Natan Schwartzman, Ricardo Amado, Felipe Prazeres, Marcelo Jafet, você... vários! (risos)

A - Alguém, fora do Brasil, conhece você?

R - Sim, eu tenho cliente na Espanha, o Denis Pinheiro, que é um violinista brasileiro, que atua lá. Nos Estados Unidos tem outros clientes...

A - E quem conhece o Luthier Rudson Cavalcante?

R - Aqui em São Paulo, a maioria dos músicos de orquestra conhece o meu trabalho, assim como no Rio de Janeiro e alguns fora do Brasil. Lá, meu nome já tem sido bastante divulgado também.

A - Você disse que começou como músico. Quando foi que surgiu seu interesse pela música?

R - Isso é uma estória interessante, porque o meu avô era violinista, e eu via meu avô tocando. E me interessei pelo instrumento através dele. Quando eu tinha 5 anos de idade eu já queria ser violinista. Comecei a estudar violino com 7 e com 12 anos de idade eu já era músico, semi-profissional. Já tocava em orquestra sinfônica... É difícil eu falar quando surgiu meu interesse pela música, porque eu já cresci envolvido pelo ambiente musical.

A - E o que fez você abandonar a carreira de músico e seguir a carreira de Luthier?

R - Além da paixão pela luteria, basicamente foi a necessidade de ganhar dinheiro mesmo, a necessidade de poder sustentar a casa, de poder ter a responsabilidade de ser o filho mais velho. Meu pai abandonou a casa e eu fiquei como sucessor, eu tive que tomar conta da casa. Então eu tinha que arrumar alguma coisa pra sustentar a minha casa. E daí eu descobri que tinha talento pra isso. Descobri que amava, que tinha paixão por instrumentos.

A - Bom, você deve ter estudado. O que você estudou, onde e quanto tempo?

R - Luteria? Sim, eu estudei. No começo eu era muito autodidata. Aprendia com livros e na prática mesmo. Depois eu fiz um curso com o maestro Ciro Herreira, que é luthier de São Paulo e já tem mais de 30 anos na profissão, e eu me profissionalizei com ele. E estudei com algumas pessoas de fora.

A - Em 2000 você construiu seu primeiro instrumento. Que instrumento foi esse?

R - Foi um violino. Eu construí meu primeiro violino em 2000, e, foi uma coisa interessante, porque, a primeira pessoa pra quem eu mostrei foi a violinista argentina Cecília Guida. Ela era a minha maestrina na época, e ela se assustou bastante, e, até então eu não tinha falado pra ninguém que eu estava trabalhando com isso, e ela falou: “abandona os palcos e vá pro atelier, que é o que você precisa fazer". E o instrumento ficou bastante interessante. Infelizmente eu não sei mais onde está esse instrumento, porque eu vendi e ta correndo pelo mundo aí.

A - Você vendeu o seu primeiro violino?

R - Vendi (risos). Vendi meu primeiro violino. Mas, foi um dos melhores instrumentos que eu já fiz até hoje.
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A - É mais difícil construir ou fazer a restauração de um instrumento?

R - Em determinados casos, a restauração é mais difícil. Dependendo do que se pega, você tem alguns trabalhos de restauração que são mais difíceis. Porém a construção, ela lida com gosto muito pessoal. Ela diz muito o que o artesão é. Através da construção de um instrumento, você sabe a personalidade de cada trabalho que foi feito. Cada estágio da construção mostra uma fase do artista.

A - Tratando-se de uma restauração, o que é que não se pode fazer? Ou pelo menos evitado?

R - Por exemplo, trocar a voluta, não se pode nunca. Sempre se deve deixar a mesma voluta. Você não pode trocar o verniz do instrumento, porque é como uma pele. Não se pode trocar essa pele. Não existe como fazer um implante de pele. Verniz é a coisa que não se mexe.

A - Já que estamos falando sobre isso, quais as partes mais importantes de um violino, ou de um instrumento de corda em si?

R - Olha, o instrumento em si é todo importante. Mas pra que ele possa soar bem é imprescindível que estejam em perfeito estado, o cavalete, a barra harmônica, a alma, os tampos têm que estar muito bem preparados... O instrumento em si é importante.

A - Existe algum padrão quanto à forma e ao tamanho?

R - Com o passar do tempo se criou um certo padrão, mas na época barroca isso não existia, tanto é que você pode encontrar instrumentos que têm medidas maiores, menores... Hoje em dia, pra facilidade do músico, se criou um padrão. Existe um padrão pra ser seguido, e às vezes o músico não aceita um instrumento maior ou menor. Dependendo do artista, ele pode modificar o instrumento sim.

A - Um violino nunca tem o mesmo som de um outro violino. Porque isso acontece?

R - É interessante isso (risos). Se você pegar dois homens da mesma estatura, com a mesma massa corpórea, é inconcebível que as vozes tenham o mesmo timbre. É muito difícil isso. Porque cada um deles tem a sua personalidade. O corpo é diferente. Se por fora for igual, por dentro é diferente.

A - Com certeza isso se aplica com as violas, os cellos e os contra-baixos!? E como se pode conseguir uma harmonização de sons numa orquestra?


R - O músico tem essa capacidade, de timbrar seu instrumento. Numa orquestra existem instrumentos bons e instrumentos ruins, mas quando você ouve uma orquestra, você estar ouvindo uma orquestra timbrada. Cada músico conhece seu instrumento.

A - Quais sãos as etapas, os paços na construção de um instrumento?

R - A primeira coisa que eu faço é pegar a madeira e procurar sentir o que ela quer dizer pra mim. Se ela é um pouco mais dura, mais mole, o que eu vou precisar fazer. Depois, eu trabalho os tipos de desenho. Desenho o instrumento todo no papel e depois eu coloco a mão. Vou trabalhando as laterais, o fundo e tampo simultaneamente pra ficarem iguais, faço a barra harmônica, braço, espelho, envernizo e faço os acabamentos finais. Mas, o mais importante da construção é você saber o que a madeira quer dizer. Que tipo de madeira você vai usar, que espessura, qual trabalho você vai ter que colocar. Até que ponto sua personalidade pode ser colocada naquela madeira.

A - E quanto tempo tudo isso leva, em média?

R - Uns 3 meses, cada instrumento. Violino 3 meses, viola uns 15 dias a mais e o cello, às vezes um ano. É um trabalho totalmente artesanal.

A - Quantos luthiers existem no Brasil? Você tem essa informação?

R - A luteria no Brasil hoje está em ascensão. Tem bastante luthiers. Existem bastante músicos. Mas é uma coisa muito debilitada. A gente precisava de muito mais profissionais, porque, profissionais gabaritados existem poucos. Não dá pra se ter um número específico, porque não tem uma associação que possa catalogar os luthiers. Mas, em São Paulo tem uns 50 luthiers. Não mais que isso.

A - Vocês têm algum contato entre si?

R - Não. Conheço alguns, tenho alguns amigos luthiers, mas não temos contato. É difícil. Mais pela falta de tempo mesmo.

A - E o que faz um bom luthier?

R - Um bom luthier é aquele que trabalha com o coração. O luthier só é bom a partir do momento que ele consegue colocar o coração naquilo que ele faz. E, claro, a experiência. Existem pessoas talentosas, mas sem experiência, tem casos que eles não são capazes de resolver.

A - E como é o Rudson Cavalcante, como pessoa?

R - Ah... (risos) eu sou uma pessoa normal, como qualquer outra, só que eu tenho um amor muito grande pela arte, em todos os sentidos. Tenho muito orgulho do que faço. Sou uma pessoa extremamente feliz com o que faço, bastante resolvido em termos da minha profissão. Não tenho nenhuma frustração. Não tenho vontade de ser nada que não sou. Batalhei muito pra chegar até aqui, e, todas as coisas que eu faço eu procuro fazer com o coração, tanto no que concerne à minha família, à minha arte, a tudo. Tudo que eu procuro fazer, eu procuro me entregar por inteiro.

A - Uma qualidade.

R - Uma qualidade minha? (risos) É um pouco difícil falar de mim, mas, talvez uma qualidade minha seja amar as coisas que eu faço.

A - Um defeito.

R - Defeito? Não volto muito atrás no que falo.

A - Um sonho.

R - Fazer a luteria no Brasil chegar onde a européia chegou.

A - Um medo.

R - Não ter filhos.

A - Um compositor.

R - Um compositor? Mozart.

A - Você ainda toda violino. Onde?

R - Atualmente eu toco na Orquestra Sinfônica de Experimentação Operística da UNESP, faço recitais, tem o quarteto de cordas, que é o Quarteto Querubini, que eu sou o primeiro violino.

A - Quais os seus planos daqui pra frente?

R - Pretendo fazer viagens pra Europa este ano, pretendo conhecer os ateliers da Europa, pretendo construir pelo menos uns 10 instrumentos – no ano passado não consegui construir muitos, tive muita restauração – é o que eu pretendo pra 2009.

A - Obrigado Rudson. Que todos os seus planos e desejos se concretizem. Parabéns pelo trabalho magnífico que vem desenvolvendo. Parabéns também, e obrigado, pela entrevista. Foi muito bom.

R - Eu que agradeço. Foi muito bom mesmo.

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NENHUMA MULHER É INATINGÍVEL

Homens têm uma péssima mania de se subestimar quando encontram uma mulher muito bonita, interes-sante, inteligente e independente. Se isso está acon-tecendo com você, tudo bem, há solução.
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É hora de ouvir alguns conselhos.
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O primeiro passo para não levar um fora é não ser “bobo”. Eu sei que isso é muito difícil, mas tente relaxar. Se você estiver realmente muito nervoso, NÃO FALE MUITO. Antes um cara quieto com um ar misterioso do que um “mala-sem-alça” inconveniente. E como tem gente assim!
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Tente a conhecer antes de partir para um modelo de comunicação mais incisivo. Pro-cure algum ponto que a deixe com vontade de falar. A maioria das mulheres tem coisas em comum, como filmes de comédia romântica preferidos e artistas da moda.
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Se ela parecer independente, fale sobre trabalho, faculdade, morar sozinho, livros, cinema e experiências no exterior. Se ela parecer descolada, fale sobre baladas, músicas, bebidas, etc… Nunca entre no campo que você desconhece. Se você é especialista em algo como, por exemplo, tocar algum instrumento, ter uma banda, entender sobre fotografia, fale sobre isso. Você vai se tornar uma pessoa interessante. E seja moderado. Falta isso aos grandes “malas”. Eles sempre falam mesma coisa. Isso acaba se tornando entediante.
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Ofereça-lhe alguma bebida - costuma funcionar. Não empurre nada, por favor. Se ela não quer, não insista. Dispense aperitivos regados a alho e cebola. Pode não ser muito agradável num futuro próximo. Um segredinho: mulheres, quando começam a conversar com um cara bonito, se imaginam o beijando. Se você comer algo muito forte, necas.
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Não dê apelidos (Gatinha ou linda). A chame pelo nome. Não a trate com muitas intimidades se ela não lhe der liberdade para isso. Não fique tocando também (sem trocadilhos). Nunca peça o Orkut. Seja frio. Pode parecer estranho, mas mulheres do tipo “ina-tingíveis” dão atenção quando são desprezadas, quando não são notadas. Se logo de cara ela te dispensar (por ser uma estúpida), desencane e converse com outra pessoa. Algum tempo depois você verá o que vai acontecer…
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Se você conseguir o telefone, não mande mensagens SMS toda hora. Lembre-se do frio até atingir certa intimida-de. Seja discreto sem mos-trar interesse. Nunca seja você mesmo. Ria, fale sobre coisas interessantes, relaxe e não fique encanado se levar um fora.
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Existem muitas mulheres para você treinar até chegar à perfeição. É uma questão de exercício. Afinal, na prática a teoria é bem diferente.

Tuesday, January 27, 2009

LUXEMBURGO - HERÓI OU...

Calma! Não virei a casaca! Não perdi o bom senso! Continuo fazendo parte da elite 6.3.3, mas gostaria de chamar à atenção para a pessoa "Luxemburgo". Os campeonatos de 2009 já começaram e ao contrário do que acontecia recentemente, quando se discutia quem era o craque do torneio ou qual jogador tinha decidido na final, parece que a figura que se sobressai é outra: o técnico.
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Na falta de atletas de alto nível, o garganteador do banco virou figura de proa tanto para o torcedor quanto para os pseudoanalistas das mesas redondas. Ganham e perdem jogos, são heróis ou vilões, parece que absolutamente tudo passa por eles. E alguns se aproveitam disso para passar por gênios, tentam falar difícil, e muita gente engole e pensa que tudo que acontece tem o dedo do mestre de marionetes que manipula seus títeres em direção à vitória ou à derrota.
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Dos treinadores vedetes, o principal é Vanderlei Luxemburgo. O precursor do marketing na classe dos senhores do banco é, sem dúvida, um vitorioso entre os seus. Competente, introduziu o terno Armani nos às vezes bem acanhados e modestos estádios do Brasil. Agora, de novo é tratado como gênio, por ter sido campeão paulista com o Palmeiras e igualado o recorde de títulos paulistas de Lula, treinador do mítico Santos dos anos 50/60.
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Muitos já devem ter assistido ao vídeo de sua preleção antes da partida decisiva contra a Ponte Preta em 2008, digno dos ensinamentos motivacionais do hoje semi-esquecido Lair Ribeiro. Na ocasião, ele deu um kit com faixas de campeão aos jogadores, falou os palavrões de sempre e os incentivou com um lenga-lenga comum nos vestiários. Alguns que já assistiram o vídeo e pensaram: “nossa, como ele sabe incentivar o grupo”. Mas, e do outro lado, será que o treinador da Ponte, Sérgio Guedes, não fez nada para incentivar seus comandados? Fez, e não foi pouco. Colou recortes de jornais com todos os colunistas que diziam que o Verdão era campeão, estimulou seus jogadores, mexeu em seus brios. E a Macaca perdeu de 5 a 0.
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A motivação é a diferença? Bobagem. É só olhar para o elenco de um e de outro time e dá pra perceber quem é favorito. Mesmo a tática passa a valer menos. Claro que o mistério pertence ao futebol, como diria Nélson Rodrigues, mas tudo favorecia o Verdão. E aí está o grande mérito de Luxemburgo: sempre estar no time que tem mais condições de contratar. Foi isso que o levou ao Palmeiras. O treinador saiu do Santos por conta das sérias restrições de recursos que o Alvinegro já anunciava em 2008. Deixou a bucha pra Émerson Leão e foi pro Palestra, cujo parceiro gastou muito para tirar o Alviverde da fila.
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Na verdade, a vida do treinador tem sido essa. Sem bons elencos, Luxa sai logo. Foi assim em suas passagens-relâmpago pelo Guarani, Ponte Preta e Paraná. Também teve trabalhos pouco gloriosos no Flamengo, uma vez em 1991/1992, e outra com o “melhor ataque do mundo”, com Sávio, Romário e Edmundo em 1995. Não ganhou nada. E, pior, contribuiu para o rebaixamento do próprio Palmeiras em 2002 quando saiu no início do Campeonato Brasileiro, tendo barrado jogadores importantes como Claudecir e Magrão, hoje ídolo do Internacional.
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Quando não tem amplos poderes, apitando em áreas do clube que não seriam competência de um treinador, Luxa também sofre. Foi assim no Real Madrid, onde fracassou de forma rotunda, e também na seleção, quando foi desclassificado de forma vexatória nas Olimpíadas, contra Camarões na prorrogação. O time africano tinha dois atletas a menos. Mas fazer o que? Dizem que a História pertence aos vencedores e agora todos esquecem das derrotas e vexames do “gênio”, que adora atribuir a si próprio os méritos de seus boleiros. Às vezes até encarna o vidente. Os palmeirenses chegam a vibrar como um gol quando seu treinador enfrenta um jornalista exclusivamente por conta de uma demanda pessoal. Talvez este seja o maior reflexo do quanto os comandantes cresceram em importância com a falta de ídolos no gramado.
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Mesmo vencedor, com o apoio da mídia, ainda falta a Luxa uma final de Libertadores. E olha que chances ele teve várias. Em 1994, com aquele senhor Palmeiras turbinado pela Parmalat, quase ficou na primeira fase e foi desclassificado nas oitavas pelo São Paulo. Em 1995, ainda com o Verdão, saiu nas quartas derrotado pelo Grêmio e, em 1999, caiu novamente nas quartas perdendo para o seu ex-time Palmeiras, à frente do Corinthians. Sua melhor campanha foi em 2007, com o Santos de Zé Roberto, quando foi eliminado pelo Grêmio na semi. Não conseguiu o que treinadores menos badalados fizeram, caso de Jair Picerni com o São Caetano, Valdir Espinoza, Antonio Lopes (duas vezes) e Paulo Autuori (duas vezes).
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Luxa é bom, mas não é gênio. Os jogadores, por piores que sejam, ainda decidem.
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Frase do Luxa ao final de uma entrevista: "Se algum daqueles surdos-cegos-mudos do Fantás-tico lerem meus lábios agora, vou mandar todo mundo tomar no cú tranquilo!" - Esse é o Luxa!

Wednesday, January 21, 2009

AT LAST IT WAS THE DAY

20 de janeiro de 2009 - O 44º presidente dos Estados Unidos, Barack Hussein Obama, de 47 anos, tomou posse em Washington DC, em meio a uma multidão de pessoas que viajaram à capital do país para acompanhar este momento histórico. Nunca, em toda a história dos Estados Unidos da América, uma posse presidencial foi tão esperada, aclamada e celebrada.
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Pela primeira vez um negro assume o cargo mais importante do Executivo norte-americano. Ele vai passar a governar sob expectativa e cobrança globais. Antes mesmo de prestar juramento, às 12:00 hs (15h em Brasília) Obama se tornou presidente oficialmente, seguindo o que diz a Constituição do país. Ele prestou juramento às 12h06 locais (15h06 de Brasília) com a mão sobre a mesma Bíblia usada em 1861 por Abraham Lincoln.
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Ele repetiu um breve texto previsto na Constituição. "Eu, Barack Hussein Obama, juro solenemente cumprir fielmente as funções de presidente dos Estados Unidos e, na medida de minhas possibilidades, salvaguardar, proteger e defender a Constituição dos Estados Unidos". Apesar da polêmica, em que ateus pediram que não houvesse menções religiosas no juramento, Obama quebrou o protocolo e, ao final da leitura do texto, sorriu e acrescentou "so help me God“ (com a ajuda de Deus), que encerra o juramento desde o século XVIII.
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O juramento foi feito diante do presidente da Corte Suprema dos EUA, John Roberts. Momentos antes tinha sido a vez do vice-presidente Joseph Biden fez seu juramento, perante o juiz do Tribunal Supremo John Paul Stevens. Na tribuna presidencial do Capitólio estavam os ex-presidentes dos EUA vivos: George W. Bush, Bill Clinton, George H. W. Bush - pai do ex-líder - e Jimmy Carter. Todos eles acompanhados por suas esposas.
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Obama abriu seu discurso inaugural como presidente se dizendo gratificado e humilde pela confiança dos cidadãos do país. Ele agradeceu o serviço de Bush como seu antecessor e pela cooperação no processo de transição. Lembrou as crises que o país vive, mencionou que os EUA estão envolvidos em guerras contra o ódio e a violência, e os problemas econômicos. "Hoje eu digo que os desafios que encaramos são reais. Eles são sérios e eles são muitos. Eles não vão ser vencidos facilmente, ou em um curto período de tempo. Mas sei disso, América, eles vão ser vencidos", disse. "Neste dia, nos reunimos porque escolhemos esperança em vez de medo, unidade de propósito em vez de conflito e discórdia", continuou, lembrando o tema da sua campanha durante as eleições.
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Obama, pediu aos americanos o início de "uma nova era de responsabilidade" em suas vidas e um novo papel para o país no mundo, baseado na cooperação e no diálogo, e fez um apelo pelos valores fundamentais dos EUA para começar um novo capítulo na história americana. "Neste dia, proclamo o fim das queixas mesquinhas e das falsas promessas, das recriminações e dos dogmas desgastados que durante tanto tempo estrangularam nossa política", disse.
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A cerimônia no Capitólio terminou após os juramentos, orações e canções. Por volta das 13h (16h de Brasília), o já empossado presidente Barack Obama e a primeira-dama, Michelle, saíram para almoçar com os congressistas, enquanto o agora ex-presidente americano George W. Bush se retirou com a família e (finalmente) seguiu para o Texas.
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Por volta das 14h30 (17h30 de Brasília), Obama participou da parada que seguiu do Capitólio até a Casa Branca, passando pela avenida Pensilvânia. Mais uma vez o Presidente quebrou o protocolo e mesmo antes de chegar à Casa Branca, desceu do carro e terminou o percurso à pé, sempre comprimentando e agradecendo a todos os cidadãos americanos que estavam presentes.
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Obama herda de George W. Bush uma potência com a economia abalada, um país envolvido em duas guerras, no Iraque e no Afeganistão. Segundo pesquisadores, o legado negativo de Bush pode impulsionar a administração de Obama, tanto que ele já assume com o apoio de quase 80% dos americanos.
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Os dois presidentes se encontraram no início desta terça-feira, quando Obama foi à Casa Branca para encontrar-se com o predecessor antes da solenidade de juramento no Capitólio. Obama, sorridente, beijou Laura na face e apertou cordialmente a mão de Bush que lhe deu um tapinha no ombro; Michelle Obama beijou o casal Bush e entregou um presente a Laura. Mais cedo, o novo presidente dos EUA havia rezado na igreja episcopal de St. John, conhecida como a “igreja dos presidentes”. Ela tem 194 anos, e todos os presidentes já a frequentaram em algum momento do mandatos.
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Centenas de milhares de pessoas enfrentaram o frio e lotaram o Washington's Mall, que se estende por cerca de 3 quilômetros desde o Capitólio até o Memorial Lincoln, no rio Potomac, e pela avenida Pensilvânia até a Casa Branca. Um mar de pessoas tomou o gramado do Mall, muitas delas agitando bandeiras norte-americanas, cerca de duas horas antes da posse de Obama. "Isto está um caos agora", disse uma cidadã americana de Cincinnati, ao ser afastada pela polícia, do local onde ocorreria a cerimônia de juramento. "Mas é incrível estar aqui. É a história sendo feita". As pessoas começaram a chegar ainda de madrugada ao Capitólio, o Congresso Nacional dos americanos, sob um frio de quase oito graus negativos. Dois milhões de pessoas acompanharam em Washington a cerimônia de posse, segundo fontes de segurança citadas pelo “Washington Post”.. Na posse de Lindon Johnson, em 1965, o parque já tinha visto 1,2 milhão de pessoas.
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O esquema de segurança montado para a cerimônia de posse foi gigantesco e muito caro: foram gastos US$ 150 milhões, o equivalente a quase R$ 350 milhões, para garantir que nenhum incidente atrapalhesse a posse de Barack Obama. Desde cedo, policiais e soldados também se movimentavam pelas ruas. A segurança contou com a ajuda de satélites. Agentes monitoraram cada metro quadrado de Washington e equipes especializadas estiverão de prontidão até para um ataque químico ou biológico.
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É, sem dúvida o início de uma nova América. É a História mais uma vez sendo feita e escrita por cidadãos, e para os cidadãos.
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