Saturday, September 26, 2009

MEDO DE COBRA

Porque temos medo de cobra? Pelo mesmo motivo que nosso saco enco-lhe no frio!!! Qual a influência da evolução sobre o ser humano? Milhares de anos em sociedade, nossas tecnologias e nossa cultura não deixaram de lado nosso passado? E por que nosso saco encolhe no frio?

Antes de tudo, vamos esclarecer algo sobre evolução

Fato 1 - A evolução não é adaptativa. Ela apenas favorece quem deixa mais descendentes. Aquele papo de que as girafas desenvolveram um pescoço mais comprido porque precisaram comer a comida lá no alto não está certo! Pelo contrário, sobreviveram aquelas que já tinham o pescoço comprido. A seleção natural, força motora da evolução, só pode agir sobre o que já existe. Imagine os esquimós daqui a 1 milhão de anos no Pólo Norte, eles seriam peludos para se proteger do frio? Não necessariamente. A evolução só favorece características já presentes que diferenciam algum indivíduo na população.

Fato 2 - Por só agir sobre o que já está presente, a evolução nos prepara para o passado. Ela é muito melhor em improvisar sobre o que já está presente do que criar algo novo. E isto se aplica perfeitamente à nossa cultura e nossa mente. As características que estão presentes hoje são um reflexo do que foi selecionado ontem. Se hoje você tem nojo de vômito falso ou daqueles cocôs de cachorro de plástico, é graças ao mecanismo de evitar comida contaminada – que deve ter sido muito precioso para nossos antepassados.

Imagine um chimpanzé criado que nunca viu uma cobra. Agora mostre uma para ele, ou qualquer coisa que se pareça com uma. O chimpanzé não vai se importar. Agora coloque-o numa jaula ao lado um macaco surtando e gritando com uma cobra. O chimpanzé criado vai passar a ter medo até de um pedaço de mangueira. A resposta é tão automática que pode ser despertada até mesmo com um vídeo de um macaco se assustando. O chimpanzé só desenvolve medo de cobra.

Antes que você ria do macaco com medo da mangueira, pare e pense em quantas pessoas você conhece que têm medo de cobras. E a maioria delas nunca teve que encarar fugir de uma. Mas, nos nossos tempos modernos, isso não faz o menor sentido. Em vez de ter medo de cobras, aranhas, sangue e escuro, se estivéssemos plenamente adaptados à nossa cultura, deveríamos temer carros ou armas de fogo, afinal matam muito mais. Eu pelo menos não conheço ninguém que tenha fobia de cigarro. Por que mulheres (e alguns homens tam-bém!) têm medo de barata?

Nosso cérebro foi moldado pela evolução com base no que passamos. Nossos novos hábitos ainda dependem de uma resposta às vezes inadequada. É como rodar o Windows Vista num computador desenhado para MS-DOS. Os palavrões são um reflexo disso e até o déficit de atenção (DDAH) já teve seu valor. Por isso, por mais que evitemos diversas pressões seletivas como infecções e outros problemas de saúde, ainda refletimos nosso passado. Tanto que mantemos coisas como manteiga, sal e açúcar em nossa mesa, valorosos para um caçador-coletor mas não mais necessários em nossa dieta.

Nosso ponto fraco (nós, homens)

Outro reflexo de nosso passado são nossos testículos. Não que eles não sejam mais necessários, o problema segue o ditado inglês: location, location, location. Bem como nosso cérebro, nosso corpo é uma adaptação da adaptação. Somos feitos com base em um corpo réptil, adaptado de um anfíbio, que aproveitou um peixe que se baseou no anfioxo. Dois dos nossos ossos do ouvido, por exemplo, já foram ossos da mandíbula de répteis.

Uma olhada rápida em nossa anatomia mostra uma das maiores gambiarras. Os espermatozóides são produzidos nos testículos mas são lançados pelo pênis através da uretra - uma conexão de banda larga muito mais potente do que sua internet. Como a uretra está logo acima dos testículos, o caminho mais lógico para o duto espermático (ou canal deferente, aquele mesmo que é cortado na vasectomia) é uma conexão direta entre ambos. Mas não é o que acontece. O canal deferente sobe dos testículos até o osso púbico, faz a volta, passa pela bexiga, segue pela próstata e finalmente encontra a uretra. Essa volta toda é um ponto fraco, nos deixa susceptíveis a hérnias e outros problemas.

Em outros vertebrados, peixes, anfíbios e répteis, as gônadas – órgão que originam os testículos e ovários – ficam próximas ao fígado e rins, bem lá em cima. Nenhum deles padece da nossa maior fraqueza. Diferente deles, os mamíferos possuem temperatura regulada internamente e bem quente. Ótimo para a performance de neurônios e músculos, péssimo para a formação de espermatozóides. Nossa temperatura corporal fica em torno de 37°C, mas a temperatura ideal para a espermatogênese é 34°C. Qual a solução evolutiva para o problema da temperatura? Desenvolver novos tipos de células? Tentar uma outra via para formar espermatozóides? Não, mais fácil deixar os testículos para fora, dentro de uma bolsa, aproveitando um ventinho. Para garantir o frescor, os testículos precisam descer e ficar dentro do saco, vulgo bolsa escrotal. Daí o caminho enorme que o canal deferente precisa fazer.

É essa busca pela temperatura ideal que regula o movimento escrotal. No calor, ele desce e se afasta do corpo para se resfriar. Já no frio e próximo do momento da ejaculação, ele se aproxima do corpo. Aliás, fica aqui uma dica: cuecas apertadas não dão a folga para esse movimento todo e podem prejudicar a fertilidade do dono. Taxistas e motoristas, que passam muito tempo sentados e mantém a região entre as pernas quentes, também sofrem desse problema. Hahahahaha... Nada pessoal!


Portanto, da próxima vez em que for andar de metrô e esquecer de por a mão na catraca, levando aquela pancada de perder o fôlego, lembre-se que é o preço que pagamos pelas gambiarras da evolução.

Agradecimentos ao biólogo e amigo Atila Iamarino, viciado em informação e ciência. Autor do excelente blog Rainha Vermelha e editor do Science Blogs Brasil, o primeiro condomínio de blogs de ciência brasileiro. Vá lá expandir seus horizontes!

http://scienceblogs.com.br/rainha/
http://scienceblogs.com.br/

Thursday, September 10, 2009

EIGHT YEARS AFTER

And I still can't find the answer. Everything has been said. I ain't got nothing more to say but STAND PROUD, AMERICA!
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Al Qaeda's attack on New York's twin towers eight years ago today killed about 2,600 people, destroyed buildings, contaminated the region and disrupted the global economy, but it did not conquer the citizenry. When the planes became bombs and the towers became torches and then shards and clouds of dust, many were afraid, but few panicked. Instead, hundreds of thousands of people rescued each other and themselves.
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Even as New Yorkers worried about more violence to come, a spontaneously assembled flotilla of boats, ranging from a yacht "borrowed" by police officers to a historic fireboat, evacuated 300,000 to 500,000 people from Lower Manhattan, a nautical feat on the scale of the British evacuation of an army from Dunkirk in the early days of World War II.
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As Adam Mayblum, who walked down from the 87th floor of the north tower with some of his co-workers, wrote on the Internet immediately afterward: "They failed in terrorizing us. We were calm. ... If you want to make us stronger, attack and we unite. This is the ultimate failure of terrorism against the United States.". Far more people could have died on 9/11 if New Yorkers had not remained calm, had not helped each other out of the endangered buildings and the devastated area, had not reached out to pull people from the collapsing buildings and the dust cloud.
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The population of the towers was lower than usual that morning because it was an election day and many were voting in the mayoral primary before heading to work; it seems emblematic that so many were spared because they were exercising their democratic powers. Others exercised their empathy and altruism. In the evacuation of the towers, John Abruzzo, a paraplegic accountant, was carried down 69 flights of stairs by his co-workers. Many New Yorkers that day displayed such solidarity with their co-workers, often at great risk to themselves. In fact, in all the hundreds of oral histories I have read and the many interviews I have conducted while researching a book about how humans respond to disasters, I found no one saying he or she was abandoned or attacked in that great exodus of 9/11. People were frightened and moving fast, but not in a panic.
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A young man from Pakistan, Usman Farman, told of how he fell down and a Hasidic Jewish man stopped and saw the Arabic inscription on Farman's pendant. Then, "with a deep Brooklyn accent, he did say, 'Brother, if you don't mind, there is a cloud of glass coming at us. Grab my hand, let's get the hell out of here.' He was the last person I would ever have thought to help me. If it weren't for him, I probably would have been engulfed in shattered glass and debris.".
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Errol Anderson, a recruiter with the New York Fire Department, was caught outside in that dust storm. "For a couple of minutes I heard nothing. I thought I was either dead and was in another world, or I was the only one alive. I became nervous and panicky, not knowing what to do, because I couldn't see. ... About four or five minutes later, while I was still trying to find my way around, I heard the voice of a young lady. She was crying and saying, 'Please, Lord, don't let me die. Don't let me die.' I was so happy to hear this lady's voice. I said, 'Keep talking, keep talking. I'm a firefighter. I'll find you by the response of where you are.' Eventually we met up with each other, and basically we ran into each other's arms without even knowing it.". She held on to his belt, and eventually other people joined them to form a human chain. He helped get them to the Brooklyn Bridge before returning to the site of the collapsed buildings. That bridge became a pedestrian escape route for tens of thousands. For hours, a river of people poured across it. On the far side, Hasidic Jews handed out bottles of water to the refugees. Hordes of volunteers from the region, and within days the nation, converged on Lower Manhattan, offering to weld, dig, nurse, cook, clean, hear confessions, listen - and did all of those things.
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New Yorkers triumphed on that day eight years ago. They triumphed in calm, in strength, in generosity, in improvi-sation, in kindness. Nor was this something specific to that time or place: San Franciscans during the great earthquake of 1906, Londoners during the Blitz in World War II, the great majority of New Orleanians after Hurricane Katrina hit - in fact, most people in most disasters in most places have behaved with just this sort of grace and dignity.
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Imagine what else could have sprung from that morning eight years ago. Imagine if the collapse of those towers had not been followed by such a blast of stereotypes, lies, distortions and fear propaganda that served the agenda of the Bush administration while harming the rest of us -- Americans, Iraqis, Afghanis and so many others. It could all have been different. It's too late now, but not too late, never too late, to change how we remember and commemorate this event.
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The dead must be remembered, but the living are the monument, the living who coexist in peace in ordinary times and who save one another in extraordinary times. Civil society arose that morning in full glory. Look at it: Remember that this is who we were and can be.

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http://agn-toninho.blogspot.com/2007/09/tribute-to-united-states.html

Monday, September 7, 2009

A SPECIAL LABOR DAY TRIBUTE

Today my goal is to pay tribute to those of our countrymen 'round .the world who don't have a day off, who will be eating MREs instead of backyard BBQ, for whom "a cold one" might mean an actual shower.
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Without them and their predecessors and their successors, none of us would have the political freedoms we enjoy, very often take for granted -- and sometimes don't even bother to exercise because we're just too gosh-darned busy back here out of harm's way.

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Thursday, September 3, 2009

O QUE É ISSO???????????????

Eu já vi de tudo! Já ouvi de tudo! E confesso e reafirmo que não morro de amores pelo Brasil, pelos seus Símbolos Nacionais e muito menos por seus governantes. Mas o que a cantora (ou melhor, EX-CANTORA) Vanusa fez com o Hino Nacional Brasileiro, dispensa qualquer comentário da minha pessoa. Me recuso! Já postei aqui nesse blog um texto sobre a minha opinião a respeito do Hino Brasileiro, que pode ser revisto nos arquivos ou no link abaixo. Vejam! Assistam! E dêem vocês mesmos sua opinião! Que vergonha!

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http://agn-toninho.blogspot.com/2007/07/as-ltimas.html