Monday, January 30, 2012

MENOS SACOLAS - MAIS LIXO NAS RUAS

As moscas sumiram, pois o lixo orgânico é embalado nas saco-las plásticas; com o seu banimento, veremos lixo pelas ruas ou em caixas de papelão. Quem está com a razão? Os super-mercados, os fabricantes, o poder público ou o consumidor?

O debate sobre o acordo do governo com os supermercados a respeito do banimento das sacolas plásticas tem de começar imediatamente e em nome da verdade. Quais interesses es-tão realmente envolvidos?

O detalhe é que este acordo voluntário entre o governo e os supermercadistas só atende a um dos lados da balança. Até agora, parece que os argumentos político e econômico afloram, já que o meio ambiente está só de pano de fundo. Segundo Lívio Giosa - administrador de empresas, vice-pre-sidente da ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil), coordenador do Ires (Instituto ADVB de Responsabilidade Socioambiental) e presidente do Cenma (Centro Nacional de Modernização Empresarial), "os super-mercados gastam R$ 500 milhões ao ano com as sacolinhas plásticas". Ao tentar bani-las, a pergunta é: eles irão repassar esse custo ao consumidor diminuindo o valor dos produtos?

Esse mesmo consumidor já adquiriu um direito, e agora resolveram tirá-lo sem consultar. Segundo Lívio, "as sa-colas plásticas significam somente 0,2% dos aterros sanitários. Elas são muito menos poluentes em todo ciclo de produção e, principalmente, são reutilizáveis".

A questão da saúde pública, pouco abordada neste debate, precisa vir à tona. Onde estão as moscas? Sumiram, porque o lixo orgânico é embalado nas sacolas plásticas. Com a operação de banimento, teremos de comprar muito mais sacos de lixo para minimizar este impacto. A conta é simples: em média R$ 75,00 a mais por mês no orçamento doméstico. As classes C, D e E irão aguentar?

Veremos, assim, muito lixo jogado nas ruas ou em caixas de papelão. Vai ocorrer uma ampliação das doenças infecciosas. Por outro lado, já que o governo, tão cioso pela causa ambiental, entrou nessa história, há uma questão básica a abordar.

Só em São Paulo, mais de 100 mil trabalhadores, direta ou indi-retamente, perderão seus empregos. O governo, como institu-ição imparcial e isenta, deveria, minimamente, ouvir o conjunto da sociedade envolvida. Assim, além dos citados no início do artigo, os trabalhadores necessariamente teriam que participar do debate. Diante de tal situação, porque os deputados esta-duais não propuseram audiências públicas para coletivizar o debate e tirar conclusões mais imparciais?

Cabe aqui, portanto, algumas conclusões e proposições, diante do cenário que se apresenta:

1) Os interesses econômicos e políticos envolvidos nesta questão estão acima do ambiental;

2) O governo de São Paulo deveria sugerir um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) para definir uma ação conjunta entre os envolvidos e chegar a um acordo que possa satisfazer, a médio prazo, o interesse comum da sociedade;

3) A educação ambiental para o consumo responsável deveria ser o objetivo indutor que formaria a consciência e a sensibi-lização de todos, voltados para práticas sustentáveis e que rele-vem o consumo consciente.

Aí sim, ajustados à causa e com imparcialidade, a sociedade e os herdeiros do futuro sustentável agradecerão.

Com colaboração de JUSSARA MANGINI (FAPESP)



Saturday, January 28, 2012

MUNDO SUSTENTÁVEL OU ROUBO?????

Desde a última quarta-feira os supermercados estão PROIBIDOS de forne-cer sacolas plásticas.

No entanto, a mesma proibição NÃO se aplica ás farmácias, empórios, destribuidoras de doces e outros estabelecimentos! Acabei de comprar um DVD na FNAC e o trouxe em um saco plástico. Ontem comprei cartuchos para minha impressora na KALUNGA e os trouxe em um saco plástico. Comprei um micro-ondas para a mão da minha namorada na MAGAZINE LUIZA e, claro, o mesmo veio num enorme saco plástico. Sem falar que alguns supermercados foram AUTORIZADOS a VEN-DER "sacolas recicláveis" por até R$ 2,00 cada, sendo que na verdade SÃO AS MESMAS, mudando apenas a COR - o material é o mesmo, segundo análise do material feita por um laboratório!!!

Bem, todos nós sabemos que as sacolas antigas não eram de graça - o seu custo era repassado para o preço das mercadorias. A diferença é que agora a cobrança das mesmas foram desmembradas. COBRANÇA??? Eu daria outro nome a isso!

Estou vendo que tudo não passa de uma "estratégia" de arrecadarem mais dinheiro do cidadão!

NÃO COMPREM ESSAS SACOLAS!!! NÃO PAGUEM MAIS POR ELAS!!! LEVEM AS SUAS SACOLAS DE CASA...

FICA A DICA!!!